Necessária revisão dos últimos artigos publicados. Motivadas por alguns comentários? Sim, mas principalmente pela falta de comentários. Uma breve introdução tentará justificar os “desabafos”. Na sequência, a reapresentação dos últimos artigos utilizando uma perspectiva um pouco diferente.

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Scientia Interruptus

Triste verdade: no processo de construção de conhecimento, o {finito} é interrompido em 1/3 do caminho. Porque praticamente não há diálogo algum acontecendo. Agradeço demais as reações, retweets e os poucos comentários que aparecem. Mas eles raramente representam uma conversa construtiva – raramente agregam conhecimento novo. As poucas críticas, particularmente as mais recentes, utilizam um tom e uma agressividade que impedem qualquer tipo de interação civilizada. Ou então simplesmente detonam uma ideia sem propor nada em troca. É o malho pelo gosto do malho, puro e simples. Como esta casa é minha, eu poderia simplesmente eliminá-los. Opto por mantê-los porque não aprovo nenhum tipo de censura¹. Mas também na vã esperança de que reações extremadas incentivem novas discussões. Por enquanto, não funcionou.

Queria um dia entender todo esse consumo passivo de informações em pleno século XXI, na era da interatividade. Desconfio que minha redação e meu “estilo” não sejam muito convidativos. Desconfio também que alguns temas simplesmente não merecem um dedo de prosa. Erros exclusivamente meus que vivo tentando corrigir. Mas, por enquanto, é apenas isso que tenho: desconfianças. Porque nem retorno sobre elas eu tenho. E não vou fazer “pesquisinhas” porque não acredito nelas. Pesquisa não é conversa. Pesquisas não substituem conversas.

Meus artigos são teses. Mesmo quando desastrados, são convites para um bate papo. Antíteses são esperadas. Elas não precisam, necessariamente, negar toda a tese apresentada. Mas, obrigatoriamente, deveriam agregar valor – jogar conhecimento novo no ventilador. Só então seria possível uma SÍNTESE, que simploriamente descrevo como uma combinação do melhor da tese com o melhor das “anti-teses”. Por isso falei que o {finito} é interrompido em 1/3 do caminho da criação de bom conhecimento. Ele praticamente morre nas teses. Por exemplo…

Arquitetura Lean & Ágil

Uma das duas críticas apresentadas ao último artigo, UMA Modesta Arquitetura, dizia que aquele era papo de “viado, charlatão, chefe com desejo de ser superstar etc”. Mesmo com a melhor das boas vontades eu não conseguiria compor algo novo a partir de tão grosseira reação. Mas esta e outra crítica acertaram em um ponto: aquele artigo ficou longo demais. Apelarei para o outro extremo e tentarei resumi-lo no parágrafo abaixo.

A arquitetura dos sistemas de uma organização deveria refletir exatamente aquele negócio. Quando olhamos para a arquitetura de um negócio vemos três grandes conjuntos: Objetivos, Estrutura e Processos. Nossos sistemas deveriam respeitar essa organização. Para: i)Viabilizar o uso de um vocabulário comum; ii) Separar aquilo que muda muito (processos) daquilo que muda menos (estrutura); e assim iii) Garantir a agilidade e flexibilidade requeridas em tempos de mudanças e hipercompetitividade. A proposta DCI (Data-Context-Interaction) vai exatamente neste caminho, de separação nítida entre forma e funcionalidades de um sistema. Na distinção entre o que o sistema É e o que o sistema FAZ. Sem saber (ou sem citar), esta proposta também combina com uma leitura recente da Teoria da Complexidade que sugere a separação do que desafia nosso entendimento (estrutura) daquilo que desafia nossa habilidade de prever (comportamento). Três campos (ou domínios) – arquitetura do negócio, arquitetura de software e teoria da complexidade – parecem sinalizar UMA visão unificada. Ainda modesta, mas bastante promissora.

Gastei três mil e tantas palavras para explicar e detalhar o que descrevo no parágrafo acima. Acho que pequei pelo excesso e pelas redundâncias. Minha intenção única e exclusiva foi mostrar bases e origens de cada uma das três áreas que parecem pedir por uma leitura unificada. Mas este problema, o tamanho do artigo, é quase insignificante quando comparado com uma famosa sugestão contrária ao DCI.

Intencionalmente deixei de citar uma proposta que parece bater literalmente de frente com as sugestões de Trygve Reenskaug, James Coplien e Gertrud Bjørnvig. O DCI sugere a criação de um “Modelo Anêmico”, um anti-padrão (anti-pattern) arquitetônico documentado por Martin Fowler nos idos de 2003. Ok, tenho certeza de que esta última frase não está correta. Mas eu fiz vista grossa para o escancarado conflito exatamente para receber reações e desafios. Se minha memória não me engana, Coplien também ignora o anti-pattern no livro Lean Architecture. Não me interessam mais os debates que acontecem lá fora. Queria ver assunto tão caro em agendas e grupos de discussão tupiniquins. Combustível não falta. Coplien, por exemplo, disse que “SOA is Dead!” Não me preocupa a acusação de charlatanismo. Mas a falta de debate é assustadora.

Scrum “de raiz”

A pequena série “Sistema de Blindagem Inteligente” (partes 1 e 2) também mereceu uma crítica. A colega Nara disse não ter visto “nada de extraordinário” em minha proposta. Eu não havia prometido nada do tipo. Mas temo ter desperdiçado a oportunidade de uma boa conversa. Temo que ela tenha entendido que eu propus simplesmente a inversão das prioridades dos times que atendem verticais daquele negócio. Que eles, os times, passariam a dedicar 80% e não 20% do tempo para atender projetos (ou demandas evolutivas). Não foi o que sugeri.

Citei “organizações ambidestras” e outras referências para sustentar a sugestão de separação radical dos times que deveriam cuidar exclusivamente de projetos. Desta separação radical viria a desejável “blindagem”. Perdi a oportunidade, naquele momento, de citar uma referência que deve fazer muito mais sentido.

Todos sabemos que o Scrum foi provocado por um artigo de Hirotaka Takeuchi e Ikujiro Nonaka, “The New New Product Development  Game”, publicado na Harvard Business Review de Jan-Fev/1986. Este artigo compila uma série de achados da dupla ao pesquisar o desenvolvimento de produtos em empresas como Fuji-Xerox, NEC, Canon e Honda, dentre outras. Os autores sugerem a adoção de um estilo “rugby” para desenvolvimento de produtos em detrimento do tradicional modo linear (comparado a uma corrida de revezamento). Takeuchi e Nonaka, em outros trabalhos, enriqueceram suas sugestões originais.

Neste caso nos interessa principalmente a “organização hipertexto”, proposta apresentada originalmente em “The Knowledge-Creating Company” (Oxford University Press, 1995) e reapresentada em “Gestão do Conhecimento” (Bookman, 2009). A organização hipertexto é formada por três níveis: equipe de projetos, sistemas de negócios e base de conhecimentos. Esta “base” seria a síntese do conhecimento proveniente dos sistemas de negócios (hierarquia) e das forças-tarefa (equipes de projetos). Interessante destacar que, para os autores, a distinção entre projetos e o dia a dia seria algo bastante natural. Isso nos idos de 1995. E a gente aqui, correndo atrás de um “sistema inteligente de blindagem”.

Encerro desconfiado de que o tema “Scrum ‘de raiz’” merece um pouco mais de espaço e atenção. Espero, sinceramente, que você me diga que sim (ou não). E espero, claro, que você não seja tão “binário”. Desde já agradeço. Inté!

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Observações:

  1. É claro que spams são totalmente censurados. Mas já fui obrigado a barrar outros comentários, infelizmente. Não se dá carona para gente desonesta.
  2. Three Monkeys“, o cartoon utilizado, foi legalmente surrupiado do HikingArtist.

Comments

20 respostas a “UMA Resumida e outros Desabafos”

  1. Avatar de Igor
    Igor

    Obrigado pelo puxão de orelha. Tá mesmo faltando cultura na comunidade finito.

    Desconfio que pela riqueza dos textos e profundidade necessária das discussões um blog e modelo de artigo (único) não seja o meio mais adequado. Talvez um modelo de co-criação e wiki. Mas antes pensar em mudar, acho que temos usar de verdade. 🙂

    Sobre DCI:

    Gostei da proposta mas preciso me aprofundar. Já tenho o livro aqui.

    Poderíamos fazer um paralelo de composição de serviços com os contextos? E orquestração por atividades/processos com as interações ?

    Digo isso porque pra mim SOA buzzword is dead, mas precisamos elevar as abstrações do design modular pra chegar finalmente na arquitetura corporativa. Senão os modelos vão continuar caminhando cada um pra um lado.

    Também vejo que precisamos combinar/evoluir com outras abordagens:

    * complexidade do domínio (muito bem endereçada em DDD)
    * integrações com UX e outros sistemas, muito bem endereçada em CQRS ou em um DDD (services + contexts) com uma boa distribuição em camadas.
    * design evolucionário, princípios de simple design (ddd, uma boa ooad, solid)

    Vamos conversar?

    Abs!

  2. Avatar de pv
    pv

    Grande Carioca Igor! Andou sumido meu caro. Tudo bem? Espero que sim.

    E não é que o “puxão de orelha” começou a funcionar? Nossas avós já diziam: “quem não chora não mama”. Vamos lá:

    Concordo contigo e ainda tento entender a afirmação do Coplien* (sobre a morte de SOA). Temos que parar com essa mania de 8 ou 80. Tem muita coisa boa lá (no informal corpo de conhecimentos sobre SOA). Aliás, muitas coisas que já existiam antes do barulho em torno da sigla. Aquela ‘compilação’ (que tentei documentar por aqui nos idos de 2005) significou um passo adiante no tema Arquitetura de Sistemas. Mas por que será que vemos tão poucos casos documentados? Neste exato momento – na verdade de uns 3 dias para cá – tá acontecendo um debate muito legal no grupo UML-BR (Yahoo). Mas voltemos para sua questão:

    Coplien não diz, mas acredito sim em uma relação direta entre objetos de contexto e serviços (como definidos em SOA). Daí a falar sobre “orquestração”, imho, seria um passo natural. Mas insisto: Coplien, por alguma razão que precisa ser melhor explicada, parece ter aberto mão desta possibilidade. Puxei o papo na resenha mas, por enquanto, ele se limitou a decretar o triste destino daquela proposta.

    Sobre DDD: evitei a sigla, mas Coplien entende que sua sugestão é puro DDD. Já sobre integração, nenhuma palavra… Por isso acredito ainda mais em um bom ‘casamento’ com SOA.

    Mas sabe o que desanima de verdade, caro Igor? A desconfiança de que não estarei aqui pra ver esse tipo de coisa ‘na real’.

    Enquanto isso, vamos conversando! Obrigado por atender ao chamado.

    Abraços!

    Paulo Vasconcellos

    * ps: Vivo cometendo a mesma injustiça. Onde escrevi Coplien, entenda que estou falando do livro “Lean Architecture”, de autoria dele e de Gertrud Bjornivg.

  3. Avatar de Igor
    Igor

    Grande amigo! Perdão pelo sumiço, precisei de um retiro para enxergar de maneiras diferentes algumas novas e velhas ideias.

    Obrigado pelo ponto. Vai ser importante ler o livro já com algumas coisas na cabeça.

    Sobre ver na prática, tenho uma aposta. Mais do que participar, vamos fazer parte. Já já as empresas irão se conscientizar de que se não gerenciarem a complexidade das coisas não vão crescer. Mapas estratégicos e Arquitetura Corporativa serão coisas naturais.

    Os primeiros passos você já esta dando. E sobre a aposta: Vale uma noite de chopps depois de um futebol.

    Abs!

  4. Avatar de pv
    pv

    Invejo seu tom otimista, caro Igor.

    Talvez eu esteja precisando de um retiro também.

    Minhas duas últimas idas para o Rio foram corridas demais. Prometo que na próxima levo as chuteiras. E uma sede daquelas 🙂

    Abraços!

    Paulo Vasconcellos

  5. Avatar de Fabricio Buzeto

    Paulo,

    Acho que você não precisa desanimar com os comentários não. Já elogiei textos/provocações suas aqui e garanto que o valor desles não pode ser medido só pelos comentários. Hoje estou na iniciativa do startupei.ro e publico textos no meu blog.
    Sou sedento por retornos e feedbacks, mas vejo que a maior parte da discussão sobre os textos ocorre em locais mais privados (twitter, facebook, buzz e as listas de emails). Isso acaba passando invisível pelo autor, mas a gente acaba descobrindo através de alguma menção aqui e ali ou nos eventos da vida.
    Não vale desanimar e se calar por isso.
    Keep up the good work.

    1. Avatar de pv
      pv

      Oi Fabricio,

      Não é questão de ânimo. Afinal, o {finito} já vai para seu oitavo ano de vida! Neste tempão todo, seus 314 artigos mereceram 966 comentários. Tirando minhas próprias intervenções, terei uma média de dois comentários por artigo. Isso nunca me desanimou.

      Por outro lado, praticamente nunca permitiu um avanço significativo em qualquer dos temas abordados. E isso incomoda sim, principalmente quando os assuntos são polêmicos por natureza. Não vou desanimar, mas seguirei teimando por mais colaborações.

      Abraços e muito obrigado pela força.

      Paulo Vasconcellos

  6. Avatar de Flavio

    Grande PV tudo bem?

    Eu penso que o motivo do baixo feedback em alguns momentos, pois grande parte das pessoas (eu acho) são mais ou menos read-only (eu mesmo só o leio no meu RSS semanal, e no email (inclusive tem uma caixinha chamada Finito… Bacana)).

    En relação aos aspectos do Feedback do Finito, vamos fazer um debug…

    1)Penso, e já te disse em algum momento (certeza) que o Finito tem um jeito Out-of-Box no qual vemos um mash-up de tudo o que acontece na profissão de analista de negócios. No meu caso, sou um funcional em SAP e grande parte do que utilizo como ferramental vem do Finito, como algumas coisas de Scrum, e principalmente a parte relacionada de entendimento dos processos utilizando imagens. Já tentei acompanhar algumas listas, inclusive a do FAN, mas sinceramente é muito dificíl dar continuidade em uma discussão lá… E aqui no Finito temos opiniões com background, e não palpites espúrios! Então caro amigo PV “Keep pushing”.

    2) Vocabulário comum: Isso é um problema gravissímo. Hoje todo mundo gosta de usar siglas e mais siglas, expressões em inglês, mimimi… E quando se tem “calls” os caras nem sabem construir uma frase com Past Participle decente… E pior: Ninguém se coça pra falar a mesma lingua, ai já viu… Todo mundo fala o que quer, e todos fingem que estão entendendo…

    3) Repositório: Acredite ou não é difícil achar um KB de Análise de Negócios em português, e que sai do lugar comum das máscaras de metodologias que todo mundo adere internet a fora.

    Em fim, pra não ser muito prolixo… Keep Pushing… Rs

    Abraço!

    Flavio

    PS: Estou já com 70% da grana pra comprar o Curso de AN… E bora marcar aquela cerva novamente hien… rs! Abraço!

    1. Avatar de pv
      pv

      Grande FC, tudo bem. E contigo?

      Como eu disse para o Fabricio logo acima, não é questão de ânimo. Eu quero é mais conversas e também entender a falta delas. A preocupação é recorrente. Deve ter uns dois ou três anos que o colega Shigueru (sumidaço também) compartilhou a preocupação e tentou fazer algumas experiências. Pela falta de notícias, desconfio que estamos no mesmíssimo lugar.

      Agradeço muito seu retorno. É bom saber que meus escritos têm real utilidade prática. Posso ser chato? Que tal se você escrevesse sobre os métodos e ferramentas que utiliza e suas experiências? Prometo, no mínimo, ajudá-lo a espalhar.

      Valeu meu caro Flavio. Abraços!

      PV

  7. Avatar de Jean
    Jean

    Paulo

    Confesso que não gosto do meio de interação através dos comentários.

    Por conta dos seguintes motivos:

    1)Fica ruim para acessar do celular (a maior parte das minhas interações em listas ocorre antes de deitar, já na cama).

    2) Geralmente eu gasto um bom tempo refletindo e escrevendo dúvidas ou comentários e esta opção não tem a praticidade do Gmail salvando drafts automaticamente.

    3) Os e-mails da lista AN-BR ficam aparecendo na pasta do e-mail e incomodando até que você os leia. Aqui não, depende de você lembrar de acessar o site.

    Sou um fã incondicional das listas por e-mail. Sempre sofri com outros modelos (fórums, blogs e etc)

    Na maioria das vezes, os assuntos que você aborda fogem a superficialidade de outros blogs. Geralmente são temas novos ou vistos sob uma ótica diferente. Exigem tempo para racicionar, ler 2 ou 3 vezes, fazer um esquema resumo para depois disto as dúvidas surgirem.

    Tenho a impressão que a participação aqui exige uma dedicação semelhante a um livro. ( e não entenda isto como crítica).

    1. Avatar de pv
      pv

      Oi Jean,

      Vamos lá:

      1) o {finito} tem uma versão para celulares. Não é uma maravilha, mas tem um desenho bem mais cômodo que este aqui quando acessado através de dispositivos móveis. Você já viu?

      2) Boa dica! É provável que exista alguma extensão do WordPress que enriqueça o módulo de comentários. Já entrou no meu backlog.

      3) Pô Jean, eu sei que é questão de gosto, mas o Google Reader (ou qualquer outro leitor de feeds) organiza e te lembra sobre atualizações em suas “assinaturas”. Aliás, você pode assinar o {finito} por email também. Assim, cada novo artigo também ficará “gritando” por atenção em sua caixa de entrada.

      Se formos vasculhar os arquivos do grupo AN.br, veremos que os posts que anunciavam novos artigos raramente mereciam comentários. Ou seja, não acredito que tenha a ver com o formato, com o meio disponibilizado para sustentar as conversas.

      Mas agradeço demais sua colaboração. Abraços!

      Paulo Vasconcellos

  8. Avatar de Gabriel Cavalcante

    Olá Paulo!

    Realmente, assumo a culpa de ser um dos frequentadores “passivos”, hehe… sempre leio seus artigos inteiros, sem exceção, desde que fiz o FAN no ano passado, mas nunca comento… questão de tempo mesmo, e talvez de sentir que, em alguns assuntos, melhor ir atrás de aprender mais antes de dizer algo a respeito. Mas, como disseram aí em cima, keep pushing! O finito sempre gera boas questões…

    Das que você colocou dessa vez, acho que posso te responder uma parte dos questionamentos sobre o Scrum “de raiz”… de fato as pessoas geralmente não conhecem a ligação existente entre as Metodologias Ágeis e o pensamento “enxuto”, “lean” ou o que quer que seja. Falta a visão de que o Scrum é uma ferramenta derivada de uma linha de pensamento, que é o pensamento lean, e que isto tem teorias e mais teorias por trás. Desconfio que a grande maioria das pessoas que trabalham com Scrum não fazem ideia de porquê o fazem, ou se isso faz ou não sentido para os tipos de projetos em que estão.
    Com certeza, falta conhecimento sobre Scrum “de raiz”, sobre pensamento ágil / enxuto, e é por isso que as pessoas, muitas vezes, têm tanto medo de implantar essas práticas.

    Abraços!

    1. Avatar de pv
      pv

      Oi Gabriel, tudo bem?

      Meu caro, não é uma questão de “culpa”. Aliás, se for, ela é só minha. Por não encontrar forma e/ou conteúdo que provoquem boas conversas virtuais com mínima frequência. Acho que sou mal acostumado com aquela interatividade do FAN, sei lá.

      Sobre o Scrum ‘de raiz’. Pensei no termo no momento em que redigia este artigo. E fiquei realmente provocado, tanto que já separei duas velhas fontes. Mas acho que só conseguirei publicar o artigo na próxima semana. Minha intenção será provocar mesmo, particularmente quem não conhece as origens daquele framework. Quero crer que a pré-história tenha boas respostas para problemas que enfrentamos hoje quando adotamos o Scrum.

      Agradeço a força. Abraços!

      Paulo Vasconcellos

  9. Avatar de Jean
    Jean

    Fala Paulo

    Vou dar uma olhada neste aplicativo e no modelo do Google reader.

    Anyway…ainda entendo que muitas das participações são intimidadas pela complexidade dos assuntos abordados.

    Me sinto até meio que culpado em dizer que, sei la, mais de 50% das técnicas, idéias e iniciativas que utilizo hoje no trabalho são resultados dos seus trabalhos, inclusive dos posts aqui no Blog. Realmente deveria participar mais por aqui, independente dos meios.

    De qualquer forma, achava mais interessante quando você estava nas listas de discussão abertas!

    ABS

    1. Avatar de pv
      pv

      Oi Jean,

      Não é um aplicativo. A interface do {finito} aparecerá diferente no browser do dispositivo móvel, só isso. Se não funciona assim no seu caso, por favor, me diga qual é o aparelho ou sistema operacional.

      Temo que a complexidade apontada por ti seja outra falha minha. Afinal, não estamos conversando sobre física quântica nem qualquer outro tema d’outro mundo, né?

      Como eu disse para o Gabriel ali em cima, não é questão de culpa. Mas eu garanto que mais pessoas (além deste chorão que aqui escreve) gostariam de saber quais técnicas você utiliza, quais adaptações fez, quais dificuldades enfrentou ou enfrenta etc.

      Sobre as listas abertas… bem, não estamos em uma lista aberta? 🙂

      Perdão, entendi o que você quis dizer. Infelizmente, ainda não me animei novamente a participar de listas, fóruns e afins. Mas, como eu prometi, procurarei enriquecer o mecanismo de conversas do {finito}.

      Muito obrigado pela participação. Abraços!

      Paulo Vasconcellos

  10. Avatar de Jean
    Jean

    Paulo..

    Testei no Android com o browser nativo dele e a interface realmente ficou melhor que no Firefox que estava usando.

    Obrigado pela dica! Configurei o GReader no celular tbm.

    Abs

    1. Avatar de pv
      pv

      Legal Jean,

      Agradeça aos autores de um maravilhoso plug-in chamado WPTouch. Não tive que fazer nada, só instalá-lo 🙂

      Mas não vou me esquecer da promessa de facilitar as conversas por aqui, ok?

      Abraços!

      Paulo Vasconcellos

  11. Avatar de Rodrigo Moreira
    Rodrigo Moreira

    Olá Paulo,

    Sou novo no seu blog — tenho visitado exporadicamente à alguns meses; E novo na análise de negócios — atuo direta e exclusivamente como analista de negócios à apenas 1 ano, antes atuava como desenvolvedor e analista de sistemas.

    Quanto à falta de comentários e à leitura passiva na internet: acredito que é resultado de uma característica nada louvável da sociedade atual: superficialidade. Não temos tempo, ou não nos damos tempo, para vivenciar as experiências em profundidade e na sua completude, isto vai desde amizades, leituras, conversas — acabamos fazendo o “mínimo necessário”. Mas isto é discussão para outra hora.

    Prometo contribuir com o blog, de acordo com minha capacidade e tempo — minha capacidade ainda é pouca, mas vamos evoluindo. É o mínimo que posso fazer, já que uso muito do seu material no meu dia a dia ( olha eu fazendo o mínimo denovo ! ).

    Um abraço, e não desista. As vezes só precisamos de um puxão de orelha!

    Rodrigo Moreira

  12. Avatar de pv
    pv

    Oi Rodrigo,

    Com diagnóstico tão preciso e honesto – do perigoso mínimo necessário – sua contribuição já é imensa. Espero mesmo contar contigo por aqui. E espero seguir publicando conteúdo que tenha real utilidade.

    Muito obrigado. Abraços!

    Paulo Vasconcellos

  13. Avatar de Érica
    Érica

    Eu amei o artigo gigante, mas confesso que minha corrente situação atípica me permitiu dispor de um tempo que vivo brigando eternamente para encontrar: tempo de ler mais, bem mais!

    1. Avatar de pv
      pv

      Ainda não sei se me envergonho da verborragia. Mas eu queria que todos que por aqui passeiam tivessem tempo para ler mais, bem mais!

      Obrigado Érica!

      Paulo Vasconcellos

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