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  • O Giro em Falso das Rodas Reinventadas

    Há quem ache que a síndrome NIH (Not Invented Here) é uma exclusividade dos desenvolvedores. Não é. Parece que toda a nossa área adora reinventar rodas, eixos e padrões. O tempo todo.

    Foto de Tom@HK.

    Eu poderia citar n exemplos, como a mal explicada briga da MS com o padrão UML; as metodologias que adoram dar novos nomes e símbolos para coisas que já existem; “oceanos azuis” e outras metáforas criativas para diferenciação; sistemas de help-desk que viram, da noite para o dia, soluções de CRM… Pois é, não é só uma questão de reinvenção. As segundas intenções (as verdadeiras motivações para a “reinvenção”) são ainda mais perigosas.

    Mas a motivação para este post veio de outro lugar. Do BABoK (Business Analysis Body of Knowledge), que é uma das minhas referências para o livro e o workshop/curso para formação de Analistas de Negócios.

    O BABoK é novo. A versão que estou utilizando é apresentada como um “draft 1.6”, de julho do ano passado. Como eu disse em outro post, o BABoK se concentra quase que exclusivamente na Engenharia de Requisitos. Mas trata a disciplina como se fosse algo totalmente novo. Parece que o tema não foi estudado anteriormente e compilado em propostas como o CMMI, SWEBoK etc etc. O padrão da SEI, por exemplo, só aparece como “CMM” em algumas poucas referências. No corpo do “corpo” ele é sumariamente ignorado.

    Caramba, o CMMI tem duas áreas-chave que tratam especificamente de requisitos: REQM (Gerenciamento de Requisitos) e RD (Desenvolvimento de Requisitos). A vinculação do BABoK com ele deveria aparecer, no mínimo, como uma matriz que mostrasse como as práticas ali recomendadas auxiliam na realização dos objetivos do CMMI.

    Mas os “agilistas” não têm motivo para comemorar. Suas práticas e métodos também não existem no BABoK. Aparecem pequenas referências e alertas, dizendo, por exemplo, que “em projetos ágeis e iterativos os requisitos não são baselined (sorry) ao mesmo tempo”. Não há quase nada além disso.

    Acho que nem preciso dizer que “gestão do conhecimento” e “aprendizagem organizacional” também não foram consideradas na elaboração do BABoK. Pois é, infelizmente, a versão atual é só uma compilação de práticas ‘levemente acopladas’. Apresentadas de forma linear, estruturadas de acordo com este diagrama. Como as práticas são relativamente bem documentas (propósito, descrição, técnicas, processo, stakeholders e deliverables – toda prática ou tarefa é apresentada com esta estrutura), o BABoK deve se tornar apenas um tipo de “guia de referência rápida”. Um excelente template para elaboração de provas de múltipla escolha. E talvez, numa versão 3.0, apresente uma disciplina nova chamada “integração” ou algo do tipo.

    Talvez fosse só esse mesmo o seu objetivo. Mas acho que todo mundo espera mais de algo que se apresenta como um “Corpo de Conhecimentos da Análise de Negócios”. A primeira coisa que eu sempre espero é que ele não ignore os conhecimentos existentes. Rodas reinventadas giram em falso.

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  • Onde Mora o Analista de Negócios?

    Fiz uma breve pesquisa e continuo sem uma resposta clara. Para muitos, o AN não deveria estar diretamente vinculado ao departamento de TI. O problema com tal definição é, ao que tudo indica, sua maior justificativa: seria uma forma das áreas de negócio recebê-lo melhor. Ou seja, se ele fosse um profissional da área de TI seria visto com desconfiança.

    Mas, se a única função do AN é promover a ligação entre TI e as demais áreas da empresa, parece lógico que ele responda para alguém de TI. Evitaria assim uma certa burocracia (e perda de tempo) toda vez que um AN fosse alocado em um projeto.

    Nos meus achados & escritos proponho uma terceira forma: o PMO++. Um escritório de projetos (PMO) oferece um ‘pool’ de gerentes de projeto. Ele é, de certa forma, uma unidade independente. Alocar ali os AN’s pode fazer muito sentido.

    Antes de fechar o tema, com os prós e contras de cada modelo, pretendo fazer mais pesquisas. O problema é a (falta de) população amostral.

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    Pequenas Mudanças no Workshop

    A data do workshop, “Formação para Analistas de Negócios“, mudou: será no dia 20/junho, quarta-feira (ou zeca-feira, vocês mandam. Tem gente que gostou da notícia, hehe). E gostará ainda mais de saber que o preço sofreu ligeira queda! Aproveite. São poucas (50) vagas.

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  • Para que serve o Analista de Negócios?

    A pergunta acima, colocada num fórum de discussão há pouco tempo, foi o último empurrão que eu esperava. Volta e meia ouvimos que problemas com a compreensão do negócio e com requisitos respondem por cerca de 80% das causas das falhas em projetos. Com uma freqüência ainda maior, somos comunicados de que uma das maiores prioridades das áreas de TI nos últimos tempos é o alinhamento com o negócio. Mas, por incrível que pareça, um dos profissionais mais importantes no atendimento dessas duas demandas é pouco conhecido. Afinal, quem é o Analista de Negócios (AN)? Qual a sua formação? Quais as suas habilidades? E, mais importante, quais as suas responsabilidades em uma organização de TI e em projetos para desenvolvimento ou implantação de sistemas?

    Há muito tempo o tema me persegue. Em 98, logo que cheguei em Sampa, entrei numa briga surreal para conseguir justificar, contratar e treinar 2 Analistas de Negócios. Minha primeira palestra aberta, realizada nos idos de 2002, foi sobre um dos dois principais conjuntos de disciplinas que devem ser dominados por um AN: a Engenharia de Requisitos. Nos últimos tempos, com a confirmação das propostas SOA e BPM, a importância e a necessidade de Analistas de Negócios cresceram ainda mais. Ainda assim, suspeito que pouco se sabe sobre eles e suas funções.

    Por isso comecei a compilar minhas experiências e meus achados com o intuito de lançar um workshop e um treinamento. Eles apareceram no meu ‘cardápio’ deste ano. O primeiro workshop aberto, chamado “Formação para Analistas de Negócios“, será realizado pela Tempo Real Eventos. Acontecerá no próximo dia 19/junho (uma terça-feira), em Sampa. Dura o dia todo e tem 50 vagas.

    Update: a data mudou. O workshop será no dia 20/junho (quarta-feira).

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    Há tempos um pessoal mais próximo me cobra: “por que você não escreve um livro?”. Minha resposta era sempre a mesma: “não tenho assunto”. Caramba, nesta semana completo 3 anos de blogs. Só no Graffiti são mais de 1400 posts. Mas eu realmente nunca tinha achado uma “lacuna”. Não iria “chover no molhado” com mais um título sobre gerenciamento de projetos, apesar de achar que existem boas oportunidades e áreas pouco cobertas (TOC, OpenUP, Scrum), particularmente em língua portuguesa. Também não tenho como escrever sobre reuso e gerenciamento de ativos de software. Careço de mais e melhores experiências.

    Mas quando vi que a minha apostila para o curso “Formando Analistas de Negócios” estava ficando grande demais – o curso tem 80 horas – a ficha caiu. Caramba, está aí meu primeiro livro. Era tão óbvio, estava tão ‘colado no nariz’, que quase perco a oportunidade.

    Utilizarei um ‘draft’ do livro como apostila, tanto para o workshop quanto para os treinamentos. Será uma forma legal de validar os escritos – um tipo de “versão beta”. Alguns exercícios e exemplos que pintarem nos eventos devem ser incorporados ao texto final. E, claro, utilizarei este blog para breves pesquisas, sugestões, críticas e também para documentar o andamento do processo.

    Conteúdo programático e outras informações sobre o workshop já estão no site da Tempo Real Eventos. Se quiserem conversar comigo sobre o evento ou o livro, fiquem à vontade.

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