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  • Meme #007 – "What needs 2 b done?"

    Se vc surrupiar uma frase de alguém para usar como ‘slogan’ corre o risco de ir parar na cadeia? Espero que não. A frase aí é do Drucker. Já tinha pintado por aqui no post “Ask a great question“. Fala tudo que o FINITO pretende falar.

    É mais “SLOGAN”, né? Pq uma frase tão boa quanto é uma do Fernando Sabino, que pintou como um graffiare no GrAFfiTi: “No fim tudo dá certo, se não deu certo é porque ainda não chegou ao fim.”

    Dúvida: um Meme pode ser uma pergunta?

    ps: graffiare no graffiti? SIC2x – a turma vai dizer que é tão ruim (no pior sentido mesmo) quanto “colocar o google no blog”, uma das frases ‘contumbantes’ de 2004.

  • Meme #006 – "Reality Shock – The Chaos Report"

    Pesquisa do Standish Group em 2004:

    .53% dos projetos em ‘alerta’ (atrasados, acima do orçamento etc etc)
    .29% de projetos bem sucedidos
    .18% de projetos cancelados

    O ‘Chaos Report’ está completando 10 anos. Em 1994, tínhamos os seguintes números:

    .52.7% de projetos em ‘alerta’
    .16.2% de projetos bem sucedidos
    .31.1% de projetos cancelados

    Praticamente dobramos o número de projetos bem sucedidos (ou reduzimos pela metade os cancelados). Mas mais da metade ainda é reportada como ‘em alerta’. Apesar… deixa pra lá.

  • Meme #005 – "Why Software Quality Matters"

    Software Quality: By The Numbers
    By Deborah Gage and John McCormick
    (surrupiado da Baseline)

    There can be as many as 20 to 30 bugs per 1,000 lines of software code.
    —Sustainable Computing Consortium

    There are no methods of removing software defects or errors that are 100% effective.
    —“Software Quality: Analysis and Guidelines for Success,” by Capers Jones

    32% of organizations say that they release software with too many defects.
    —Cutter Consortium

    38% of organizations believe they lack an adequate software quality assurance program.
    —Cutter Consortium

    27% of organizations do not conduct any formal quality reviews.
    —Cutter Consortium

    Formal design and code inspections average about 65% in defect removal efficiency. Most forms of testing are less than 30% efficient.
    —“Software Quality: Analysis and Guidelines for Success,” by Capers Jones

    Developers spend about 80% of development costs on identifying and correcting defects.
    —The National Institute of Standards and Technology

    Peer reviews of software will catch 60% of defects.
    —Institute of Electrical and Electronics Engineers

  • Meme #004 – "O Lado Construtivo do Meme 003"

    Peguei pesado no Meme #003 (intencionalmente) e cometi um pecado mortal: só “desconstrui” – não coloquei nada no lugar. Tentarei me redimir.

    Há tempos o “Alinhamento Estratégico com o Negócio” aparece na lista das 10 prioridades dos CIOs. A capacidade de “vender” internamente um projeto é uma das melhores maneiras de se verificar o quão “alinhado” com o negócio está o CIO. Em uma empresa confusa, desprovida de um Plano Estratégico que, de maneira direta, aponte suas iniciativas no médio e longo prazos, será uma grande covardia cobrar “alinhamento” do CIO. Por outro lado, em todas as empresas que “sabem para onde vão”, deveria ser trivial “vender” um projeto para o board. Mas, aparentemente, não é. A “intangibilidade” e imensa “complexidade” dos projetos de TI seriam as maiores barreiras.

    Foi publicado no ano passado (2004) um excelente livro de Robert Kaplan e David Norton (inventores do Balanced Scorecard) chamado “Mapas Estratégicos“. A nova ferramenta proposta pela dupla visa exatamente facilitar o alinhamento dos ativos intangíveis de uma empresa com seu planejamento estratégico. É meio triste (e paradoxal) ver TI na mesma categoria de “capital humano” quando o critério de classificação é a sua tangibilidade. Ainda assim, a ferramenta proposta no livro para avaliação da “Prontidão do Capital Informacional” é excepcional. Não consigo mais imaginar um portfólio de projetos sem a visualização proposta na obra.

    Quem já teve oportunidade de utilizar a ferramenta percebeu que ela limita-se a tratar os ativos e projetos de TI em alto nível. Parece ser o nível ideal para a negociação com o board, mas deve ser detalhada para uso pela equipe de TI. Antes de ser acusado de “simplista” quero deixar claro que não vejo os Mapas Estratégicos como o “pulo do gato” da “Arte de vender bem um projeto” (chamada de capa da Info Corporate). Mas não tenho a menor dúvida de que uma boa “venda” começa na excelência da gestão do portfolio e dos ativos de TI.

    ps: Falo um pouco mais sobre Mapas Estratégicos neste artigo.

  • Meme #003 – "A Info Corporate é uma bO$t@"

    Além dos memes “bons” (e raros) e “maus” (e ubíquos) há também aqueles que “não fedem nem cheiram”. Comumente são vendidos como GRANDES idéias. Não passam do básico-banal-primário-4dummies. Costumam aparecer em irritante frequência nas publicações da editora Abril. Você SA, VIP e Veja vivem a publicá-los na forma de “check-lists”. Quer saber se vc é boa(bom) de cama? Se está acima do peso? Se vai ser mandado embora? E por aí vai…

    Mas o assunto aqui é projeto, certo? Pois bem, a Info Corporate deste mês se propõe a nos ensinar (ops.. a ensinar CIOs) a VENDER projetos. Fala que “o CIO definitivamente saiu da zona de conforto e tem sido cobrado com mais rigor para entregar projetos que atendam as necessidades de negócios da empresa”. Vamos ao genial check-list:

    1. Compre primeiro, venda depois
    2. Planeje sem cortar etapas
    3. Construa um business plan sólido
    4. Aproveite as mudanças
    5. Aposte no pré-venda

    Talvez percebendo que o artigo não ficou lá grande coisa (o velho estilinho ‘Computerworld’ de ser), os caras trataram de carimbar lá outras duas listas!! De uma delas:

    “Conheça a estratégia da empresa, para não cometer equívocos como tentar vender um projeto de inovação quando a empresa está focada (merda de palavra) em redução de custos”.

    Pode? Pode… e tem mais:

    “Respeite a cultura da empresa e use a linguagem de negócios e não a técnica”.

    Na outra lista, a “pá de cal”: “Como anda sua credibilidade?” E cita a fonte: Gartner e PwC. Tipo: “Não tenho nada a ver com isso”, hehehe.

    Feliz o CIO que não ganhou assinatura e não desfila mensalmente nas belas páginas da revista (aliás, parece cadeira cativa – são sempre os mesmos!).

  • Meme #002

    Por outro lado, os “memes – boas idéias” parecem enfrentar todo o tipo de barreiras no mesmíssimo ecossistema, o tal ambiente corporativo. Há uns 3 anos a Rational, através do (excelente e inexplicavelmente encerrado) ‘TheRationalEdge’, publicou uma série de artigos sobre Aquisição Progressiva (PA – Progressive Acquisition)*. O Google é um excelente medidor de popularidade: exatamente agora (06/abr, 16hs) encontrei apenas 995 links com a combinação “Progressive Acquisition”. E outros 156 com “Aquisição Progressiva”**. Pela descrição dos 20 primeiros sites listados, duvido que metade deles esteja falando de uma nova maneira de se comprar projetos de TI.

    Artigo requentado do Gantthead, (é de mai/2002 mas foi republicado na última newsletter) tratando de Governança e Projetos de TI, apresenta como modelos de contratação:

    . Fixed Price–The price is stated in the bid proposal either as a lump sum fixed price or fixed price for each deliverable (unit pricing). Using a fixed price contract approach requires the scope of work to clearly identify each deliverable and the work or actions expected to achieve the deliverable.
    . Cost Plus–The bidder will provide the total or unit cost of performing to the SOW, with the buyer providing a fixed fee, a percent of total cost and any other fees, such as incentive for early completion or performance award fee.
    . Variations–Contracts can also be for time and materials. Normally in these situations, extensive labor hours are contracted that will have consumption of consumable goods in providing the labor support. Other variations include minimum firm price with a not-to-exceed maximum price.

    Apesar da teimosa, custosa e irritante reincidência de projetos fracassados, advogados alocados, CIOs questionados e vendedores (temporariamente) envergonhados, seguimos comprando/vendendo projetos de TI fiéis aos mesmíssimos modelos. Até quando?

    *Ainda há um artigo sobre o tema no developerWorks, da IBM.

    ** Para se ter uma idéia, “Gisele Bundchen” retorna 528.000 links. Foi só para ter uma idéia. Não faz sentido compará-la com modelos de ‘procurement’, please!

  • Meme #001

    Memes, segundo Richard Dawkins, são idéias que se auto-replicam. A teoria original não se preocupa em qualificá-las. Mas eu acho que as ‘más idéias’ ganham de goleada no quesito proliferação. E, não satisfeitas em apenas se espalhar de maneira epidêmica, tendem a gerar variações mais robustas, cruéis e insanas de si mesmas. Memes mutantes são vírus letais. Confundidos com ‘soluções’, procriam como coelhos em seu habitat natural: o mundo corporativo.

    Por um longo período depositamos nas costas dos coordenadores de projetos (CPs) todo o fardo que tais empreendimentos representam. Super-heróis, tiravam de seu cinto de utilidades metodologias (sic), ferramentas, manhas, artimanhas e macetes. “Vale tudo para que o cronograma seja cumprido”. “A satisfação do cliente não tem preço”. E “o cliente tem razão sempre!”.

    Após o fracasso do zilionésimo projeto suspeitamos que algo está errado: “Os CPs estão mal preparados”. Razão/suspeito recorrente (um ‘meme’ disfarçado) que gera a grande solução: “Vamos montar um escritório de projetos (PMO – Project Management Office)!!”

  • Ask a Great Question

    The editors at Business 2.0 interviewed Peter Drucker for the year-end issue “How to Succeed in 2005.” They asked, “What is it that executives never seem to learn?” Mr. Drucker answered that managers ask the same questions everyone else asks.

    He says you need the attitude to not start with the question, “What do I want to do?” but with the question, “What needs to be done?” Mr. Drucker’s second question places focus on the interests of the company or project and on execution.

    Don’t just try asking the question. Make it a habit. Write the question

    “What needs to be done?”

    across the top of your notebook. Post it under the clock on the wall where you have your project meetings. Add it to your email signature. Make a sport out of it; see how many times in the course of your project meetings you can ask and answer, “What needs to be done?”

    Finish each conversation with someone making a reliable promise to do what needs to be done.

  • História de Aprendizado – Modelo

    Já está disponível na seção “Downloads” um modelo (MS-Word) da ferramenta “História de Aprendizado”, apresentada no artigo “Aprendizado Inter-Projetos” e respectiva palestra.

  • Aplicabilidade

    Apesar de sua relativa distância dos problemas do dia-a-dia dos projetos, uma comunidade de prática pode ser de extrema importância na transferência de conhecimentos entre projetos que ocorrem de forma simultânea. Particularmente na identificação de problemas e soluções comuns. Uma comunidade de prática deve existir independente de qualquer projeto. Outra aplicação clara das comunidades de prática está na experimentação de novos padrões e métodos que podem, posteriormente, ser oficializados pela organização.