Pensamento Crítico – PAULO FERNANDO VASCONCELLOS NOGUEIRA https://paulofernandovasconc1781614199000.0291847.meusitehostgator.com.br My WordPress Blog Tue, 14 Jul 2020 15:10:53 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 Pra Pensar https://paulofernandovasconc1781614199000.0291847.meusitehostgator.com.br/2020/07/14/pra-pensar-2/ https://paulofernandovasconc1781614199000.0291847.meusitehostgator.com.br/2020/07/14/pra-pensar-2/#respond Tue, 14 Jul 2020 15:10:53 +0000 http://www.pfvasconcellos.eti.br/blog/?p=9104 Nosso cérebro gosta de organização. Ele classifica, rotula e relaciona tudo o que decide guardar. Assim, o ato de lembrar fica mais econômico. Sofisticado como ele só, o cérebro é um recurso caro. Tem apenas 2% de nosso peso,  torra 20% de nossas energias. Por isso evoluímos obedecendo, pianinhos, a lei do menor esforço. Por isso carregamos por aí um sistema bem lerdo e preguiçoso, como mostra Daniel Kahneman em Rápido e Devagar (Objetiva, 2012).

Neurônios ligados disparam juntos¹. E quanto mais são acionados, mais ágeis e eficientes se tornam. É como aquela trilha que se destaca no gramado por ser muito usada.  O bom pensador é um colecionador de variadas trilhas. Ele cuida de sua especialidade. Mas apreende, com igual interesse, o que é essencial nas principais áreas do conhecimento.  

O professor e psicólogo Edward De Bono – que nos deu, entre outras coisas, o Pensamento Lateral e o Método dos Seis Chapéus – vive reclamando a falta da disciplina PENSAMENTO. Ele tenta impulsionar uma área de conhecimento que nos ensine a pensar. Ela teria caráter técnico; Seria diferente da Filosofia e Psicologia. Nunca precisamos tanto de uma matéria assim: multidisciplinar, prática, sistêmica. É difícil dizer como ela seria estruturada. Mas é fácil chutar que ela nos ensinaria Modelos Mentais: ideias, padrões e heurísticas que agilizam e melhoram nossos pensamentos. 

Modelos mentais são como apps para o nosso cérebro. Eles agregam funcionalidades. As possibilidades são tantas que é fácil criar confusão. Assim como bagunçamos nossos smartphones. Por isso é fundamental uma classificação dos modelos. Desconheço uma sugestão de taxonomia que tenha sido replicada em mais de um trabalho. Torço para que prevaleça uma organização baseada no tipo de pensamento que queremos provocar. É assim que está estruturada a aula Modelos para Pensar, com três partes: Curiosidade, Crítica e Criatividade. 

Curiosidade

“A curiosidade é a cura para o tédio;
Não há cura para a curiosidade.”
– Dorothy Parker


A curiosidade nos empurra para novos conhecimentos. É ela que nos faz descobrir novos campos, oportunidades e ferramentas. Por isso a aula começa com um modelo sugerido por Warren Buffett², o Círculo das Competências. Proponho um autoexame enfileirando modelos. Minha intenção é mostrar como essas ideias funcionam em conjunto. Estou com Scott Page, em The Model Thinker (Basic Books, 2018): precisamos de diversos modelos para pensar melhor. Page não cita, mas está apenas respeitando a Lei de Ashby: só a variedade absorve variedade

A mistura de ideias acaba virando um exemplo prático de outro modelo mental: Juros Compostos. “A maior força da natureza”, teria dito Einstein. Experimente: aplique a ideia de juros sobre juros em sua estratégia de estudos. 

Opa! Não há uma estratégia? Você está confusa/o? Quem não está? Segundo Tom Peters, só não está um tanto perdido “quem não está prestando atenção”. Nosso cérebro, o mais complexo sistema conhecido, não está bem preparado para tanto ruído, desinformação e mentira. O que justifica o segundo bloco da aula: crítica. 

Crítica

“Cadê a sabedoria que perdemos com o conhecimento?
Cadê o conhecimento que perdemos com a informação?”
– T.S. Elliot (1934)

Cadê a informação que perdemos com o big data? Porque “informação é a diferença que faz diferença”, avisou Gregory Bateson. Desses zilhões de bits que nos bombardeiam incessantemente, quantos de fato prestam? 

Este hardware extraordinário que carregamos entre as orelhas tem bons filtros que vêm instalados de fábrica. Dos oito bilhões de bits que chegam aos nossos sentidos a cada segundo, ficamos com apenas algumas centenas. Todo o resto é ignorado. Depois, quando dormimos, outro filtro entra em ação. E faz uma faxina para eliminar tudo o que não deve nos fazer falta porque não lhes pagamos a devida atenção enquanto despertos. Há quem ache que a gente só dorme pra isto mesmo: limpar a cuca, rever e reforçar as boas relações entre neurônios. 

A configuração dos filtros nos atendeu bem até pouco tempo atrás. Mas está falhando feio neste século da infobesidade. Tanto que está virando questão de saúde pública e prateleira de livros com títulos curiosos. Sim, precisamos de mais e melhores fodasses. Que não são uma arte nem precisam ser sutis. 

Existem, por exemplo, as navalhas de Occam, Hanlon, Taleb e Caetano. O princípio de Pareto também é um tipo de navalha. Navalhas também são um tipo de modelo mental. Dos mais funcionais. Dispensam o manual de operação. O mesmo não pode ser dito do Facão de Bayes. Que não deixa de ser muito útil por causa disso. 

Três dos nossos ativos mais valiosos são atenção, confiança e tempo. Se nós não os protegermos, ninguém o fará. Nós filtramos – nos liberamos – para ter tempo e espaço para exercer o que nos torna mais humanos: criar.

Criatividade

“Criatividade é a inteligência se divertindo.”
– Albert Einstein

Traiçoeiro terreno. Porque muita gente acha que criatividade é uma característica inata, um talento: ou você nasce com ele ou estaria condenada/o a uma vida sem sal nem graça. Outros tantos parecem defender que esse papo de criatividade é para quem faz arte; o atributo não teria muita utilidade no dia a dia nem no mundo sério – o do trabalho. Há uma frase anônima que incomoda por ilustrar bem esse preconceito: “o adulto criativo é a criança que sobreviveu”. 

Tento driblar essas restrições lançando mão de um funil sugerido por Ken Robinson em Somos Todos Criativos (Benvirá, 2019): a inovação que todo mundo parece buscar – ainda que da boca pra fora – não é possível sem criatividade que, por sua vez, não existe sem uma imaginação bem solta. Não é mera coincidência o fato desta sequência ser muito parecida com o Funil do Conhecimento sugerido por Roger Martin em Design de Negócios (Alta Books, 2010). 

Os modelos mentais apresentados nesta parte da aula não tentam provar a relevância da criatividade. Para isso bastam dois ou três empurrões/citações. Os modelos aqui apresentados tentam mostrar como é natural criar. Em trabalhos solitários ou em times; lidando com grandes ou pequenos problemas. A gente complicou bastante nos últimos séculos. Mas não é nada que a gente não consiga desaprender ou desfazer com um pouco de criatividade

Conclusão

Os três traços – Curiosidade, Crítica e Criatividade – foram escolhidos porque são atributos que ainda nos diferenciam das inteligências sem vida. Reforçá-los através de bons modelos pra pensar parece ser um bom investimento. 

Notas

  1. Tradução mequetrefe de neurons that fire together wire together.
  2. Não é mera coincidência: Charlie Munger, sócio de Buffett, ajudou a impulsionar esse papo sobre Modelos Mentais. Em várias palestras e no seu Poor’s Charlie Almanack (Donning, 2005).
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Um Almanaque para Tempos Difíceis https://paulofernandovasconc1781614199000.0291847.meusitehostgator.com.br/2020/04/23/um-almanaque-para-tempos-dificeis/ https://paulofernandovasconc1781614199000.0291847.meusitehostgator.com.br/2020/04/23/um-almanaque-para-tempos-dificeis/#respond Thu, 23 Apr 2020 18:06:19 +0000 http://almanaque.digital/?p=449 Tratar este trabalho como um almanaque é uma forma esperta de me isentar de certas responsabilidades. Pare por um instante e pense em como você receberia um Manual ou Guia para tempos difíceis. O que dizer das enciclopédias e bíblias? Um almanaque promete menos, muito menos. 

Um bom almanaque é obrigatoriamente informal, prático e objetivo. Devo adiantar que sigo Kurt Lewin¹, para quem “não há nada mais prático do que uma boa teoria”. Este almanaque está cheio delas, das teorias. Se são boas ou não você dirá. É essa base teórica que justifica e viabiliza a organização deste trabalho. A mesma base vai te ajudar a desenvolver uma caixa de ferramentas para esses tempos difíceis. 

Todos os bons almanaques têm outra característica inevitável: são obrigatoriamente amplos e responsavelmente rasos. 2 km de extensão por  2 cm de profundidade. Neste almanaque não faltarão dicas e referências para todos que quiserem ir além dos 2 centímetros. Os almanaques tradicionais têm periodicidade anual. Este não tem prazo de validade.

Tudo muito bom, tudo muito bem. Mas, afinal, do que é feito este almanaque? Quais assuntos ele trata? Para quem? Por quê? 

Quatro Volumes

O almanaque.digital está organizado em quatro volumes:

  • O TODO: concentra as teorias e ferramentas fundamentais, aplicáveis em todos os demais níveis. É o alicerce ou framework teórico que dá sentido e utilidade para as demais sugestões apresentadas.
  • A ORGANIZAÇÃO: qualquer organização, seja ela pública ou privada, minúscula ou imensa. Neste volume tratamos da empresa e sua co-evolução com o ambiente que a cerca. 
  • OS TIMES: são as células que dão forma e sentido para uma organização. Há boa ciência por trás dos times de verdade e seus diversos relacionamentos.
  • A GENTE: porque sem a gente nada disso faria sentido.

A sequência tem uma lógica, é fractal. O modelo que prova a viabilidade de uma organização é o mesmo que atesta a nossa viabilidade e de nossos times. Ele é recursivo. 

Por isso esse trabalho não será desenvolvido de maneira linear. Os quatro volumes vão evoluir em paralelo. Se for fácil escrever assim, será fácil ler assim. Assim espero. 

E você, o que pode esperar? Este almanaque te convida para alguns desafios.

Três Desafios

Se há alguma chance para nós humanos, ela passa obrigatoriamente pelo bom uso do que nos torna… humanos. O que nos diferencia dos outros seres vivos? 

Biologicamente, é esse intrincado sistema nervoso central chefiado por uma feia e enrugada massa cinzenta. Esse aparato formado por bilhões de células e capaz de trilhões de relações não tem paralelo conhecido no universo. Ele nos dá três habilidades muito especiais. 

A primeira é a capacidade de pensar sobre nossos pensamentos, de avaliar nossas ações e rir de nós mesmos. Se somos capazes da autocrítica, humildes e honestos, então estamos liberados para criticar todo o resto. O Pensamento Crítico é nada menos que fundamental em tempos de infobesidade². Sem ele não temos condições de compreender nem de priorizar nada. Sem ele não podemos tirar sarro de ninguém. Este é o primeiro desafio proposto neste almanaque: incentivar o pensamento crítico. 

Nossa segunda capacidade exclusiva é o ato de sonhar acordado, viajar na maionese e imaginar. Veremos neste almanaque que a imaginação é requisito para a criatividade que é condição para a inovação³. Como colocou Einstein, “criatividade é a inteligência se divertindo”. Pode haver algo mais humano? Segundo desafio: estimular o Pensamento Criativo.

Não há desperdício maior do que ser capacitado para trilhões de sinapses e se conformar com alguns dogmas ou certezas. Não é possível que todo esse poder computacional que carregamos em nossas cabeças não seja capaz de lidar com a complexidade e perceber o mundo da forma como ele realmente funciona. Terceiro desafio: provar que somos capazes do Pensamento Sistêmico4.

Três desafios: Crítico, Criativo e Sistêmico. Para quem?

Dois Leitores

O primeiro é você, que chegou até aqui. Sinceramente, muito obrigado!

Porque todas as vezes em que apresentei a ideia deste almanaque ouvi a mesma pergunta: quem é o público alvo? Caraca! Primeiro: detesto esse papo de alvo. Segundo: não sei! Não sei mesmo. Este almanaque não pretende ser um livro de negócios e muito menos um manual de auto-ajuda. É o mau de ser antidisciplinar e indisciplinado: você fica sem rótulo e, consequentemente, sem prateleira nem público-alvo. Isso te incomoda? A mim, não. 

E eu, como aprendi com William Zinsser5, sou o segundo leitor. Só estou desenvolvendo este trabalho porque não encontrei nada parecido em lugar nenhum. Ou seja, é algo que eu gostaria muito de ler. Isso será suficiente para te satisfazer? Não sei. Mas espero, sinceramente, que você me diga. 

O que nos traz ao último ponto: por quê? 

Cinco Porquês

Por que este almanaque?
Porque a gente precisa aprender a usar melhor a cabeça.
Por quê?
Porque talvez essa seja a única maneira de sobreviver e prosperar.
Por quê?
Porque o mundo está ficando a cada dia mais complexo e complicado.
Por quê?
Porque a gente não está usando bem a cabeça.
Por quê?
Porque o mundo está ficando a cada dia mais complexo e complicado.

Em Suma

O almanaque.digital pretende nos ajudar a usar melhor a cabeça.

Provamos isso quando somos mais críticos, criativos e sistêmicos. Não apenas em nossos negócios, organizações e times, mas em todas as situações do dia a dia.


Notas

  1. Citado em Systems Thinkers, de Magnus Ramage e Karen Shipp (Springer, 2009).
  2. Infobesidade: Neologismo muito criativo para nomear a sobrecarga de informações que caracteriza esses tempos difíceis.
  3. Porque foi assim que aprendi com um cara fantástico, Sir Ken Robinson, em Libertando o Poder Criativo (HSM, 2011).
  4. Neste almanaque vou tratar como Sistêmico um corpo de conhecimentos que inclui Cibernética, Teoria da Complexidade, Teoria Geral dos Sistemas, Dinâmica de Sistemas, Pensamento Complexo etc. Oportunamente tentarei explicar essa bagunça.
  5. Como Escrever Bem (Três Estrelas, 2017). Se sigo escrevendo mal não é por culpa do Zinsser, ok?
  6. Foto de Gaelle Marcel no Unsplash.

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Descarrêgo https://paulofernandovasconc1781614199000.0291847.meusitehostgator.com.br/2017/12/15/descarrego/ https://paulofernandovasconc1781614199000.0291847.meusitehostgator.com.br/2017/12/15/descarrego/#respond Fri, 15 Dec 2017 12:32:42 +0000 http://www.pfvasconcellos.eti.br/blog/?p=6781 Hora da faxina. Tempo para abrir espaço para ideias e coisas novas. Durante o processo, que a gente aprenda a curar e filtrar mais e melhor. Porque o volume de lixo dedura o tempo perdido. E quem tem tempo a perder? Quem pode se dar esse luxo?

“Se uma revolução destrói um governo, mas os padrões sistemáticos de pensamento que produziram aquele governo permanecem intactos, então aqueles padrões se repetirão…
Há muita conversa sobre o sistema. E pouquíssima compreensão.”
Robert Pirsig, Zen and the Art of Motorcycle Maintenance

 

OS PADRÕES SISTEMÁTICOS ESTÃO AÍ, INTACTOS. Novamente discutimos nomes. Nenhuma ideia, nenhuma proposta. Mais uma vez o time de (des)governo será apresentado depois de terminado o campeonato-eleição, no jogo fisiológico que condena, logo na largada, qualquer plano ou programa. E pensar que talvez fosse bem fácil ganhar uma eleição apresentando um time de primeira na primeira hora. No mínimo, colocaria o debate em outro nível.

Quantos debates de baixo nível roubam nosso tempo? Dá medo até de fazer as contas. Dá saudades do tempo em que bastava a gente apagar qualquer estopim relacionado com “futebol, política ou religião”. Hoje parece haver polarização em tudo. Até no formato da terra?!?

Nossas redes sociais, por ricas que sejam, não estão vacinadas contra três pragas: cupins, chupins e cupinchas. O cupim está sempre destruindo ou desconstruindo algo ou alguém. Abre mão das asas para fazer cocô. O chupim também não cria nada – copia, suga e reclama quando não é de graça. O cupincha não aprendeu que “likes” e comentários que só repetem a mensagem original valem tanto quanto uma nota de três reais. São dados, mas não informam. Informação é a diferença que faz diferença¹. Fidbeque é informação que muda o comportamento do sistema². O resto é diversão ou distração – invariavelmente, desperdício. Mas antes o cupincha estéril do que um cupim babando de ódio.

“É muito fácil ser um expert numa área sem experts: basta levantar a mão.”
Eric Lander (biólogo, matemático e economista)

O requisito fundamental para falar sobre sistemas e complexidade é a humildade. Porque são áreas relativamente novas. Ainda não temos uma base teórica consolidada. Mas vai contar isso para os experts!

Uma estante de livros não é um sistema. A segunda lei da termodinâmica é meio falsa³. A combinação dos termos “estático” e “sistêmico” não é piada de mau gosto. O mundo ou a sua empresa tem dois tipos de pessoas: X e Y, petralhas e coxinhas, nós e eles. O expert em “antifragilidade” (sic) apoia o Trump!?! Fake news? Chame a coisa pelo nome: MENTIRA! Tem hora que não é questão de expertise. O velho bom senso não ficou obsoleto.

Uma conversa difícil, com um monte de termos obscuros e aquele sorriso do tipo “eu sei algo que você não sabe e não vou te contar” não são sintomas de expertise. São sinais de fraqueza. São muros de Trump, tão sólidos e reais quanto.

“… é a melhor era para estar vivo, quando quase tudo o que você pensa que sabe está errado.”
Tom Stoppard (dramaturgo inglês na peça Arcadia, 1993)

Por isso erguemos muros trumpianos: quando o que está após a vírgula da frase acima nos fala mais alto do que aquilo que veio antes dela. É medo. É humano.

O desafio que se coloca é gostar da nossa era. Não das desigualdades,  desequilíbrios e injustiças que a caracterizam. Mas gostar da luta contra tudo isso. Cientes de que há muito o que aprender. E, pelo visto, muito mais a desaprender… Descarrega!

Notas

  1. Gregory Bateson.
  2. Stafford Beer, se pudesse, escolheria outra palavra para descrever a retroalimentação de um sistema. Para ele, fidbeque (ou feedback) lembra vômito. E é erroneamente interpretada como uma resposta. (The Heart of the Enterprise, p. 59. Wiley, 1979).
  3. Albert Einstein disse que a segunda lei da termodinâmica deve ser a única que nunca será destronada. Sir Arthur Eddington escreveu que “se sua teoria vai contra a segunda lei da termodinâmica eu não posso te dar nenhuma esperança – seu destino é a pura humilhação”.
    Mas, caramba, isso é ciência. E se um caro colega descobriu uma forma de fazer só metade de cocô, alterando sua entropia pessoal enquanto mantém uma dieta diária de 2k calorias, sorte dele. Ou azar, vai saber. Eu não quero saber. É muito cocô para um artigo só. 
  4. Heavy weights!, a foto acima, foi liberada por Abhishek Sundaram no flickr.
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