Tag: Lei de Brooks

  • A Lei de Durden

    A Lei de Durden

    Nós detestamos leis. Mas, quando é caso, falamos que elas estão em falta. Em outras tantas vezes, reclamamos do excesso. Ou dos autores. Que moral tem um legislativo lotado de foras da lei? Até gostaríamos que leis escritas por homens nos dessem um mínimo de tranquilidade. É triste descobrir que elas são frágeis como cascas de ovos. “Escrito em pedra”. Balela. Pedras rolam e perdem a memória. O mundo gira, muda e torna as leis dos homens obsoletas. Ainda bem. Quem gostaria de viver no mundo do “olho por olho, dente por dente”? Melhor não perguntar.

    Porque 33,33% da população mundial gosta da certeza e crê numa estabilidade. É o exato oposto do terço que sempre quer mudar alguma coisa. Esses dois lados brigam por fatias do ? restante. Aquele que, como Humpty Dumpty, adora um muro e vive de quebrar a cara por causa de sua indecisão. Ou por causa de suas decisões. Quem sabe?

    Feitas as contas, não é de se estranhar que apenas 0,01% da humanidade fique com os louros e dólares. E, consequentemente, com as leis dos homens.

    Ah, doce vingança: nem todo o ouro do mundo é capaz de fazer de um trilhardário um imortal. Nenhuma grana corrompe a segunda lei da termodinâmica. E o pedágio da lei da gravidade é caro e dura pouco. Em outras palavras: as leis da natureza são mais confiáveis. Elas valem aqui em Varginha, em New York, Hong Kong e nos novos confins do multiverso. Elas não distinguem o pobre do rico, a mortadela da coxinha. Para elas são indiferentes as cores, crenças e raças. Convém respeitá-las.

    No último artigo eu citei três leis naturais¹ com nomes de homens. Isso confunde.

    A Lei de Ashby diz que só a variedade absorve variedade. Quanto mais diversos os nossos interesses, maiores as nossas chances de sobreviver e prosperar na complexidade. Nosso corpo complexo agradece a variedade dos pratos que comemos. Um time uniforme será bem sucedido num “hello world” e olhe lá.

    A Lei do Conway diz que nossos produtos são nossos espelhos. Somos relaxados, egoístas, desorganizados ou mal estruturados? O produto é prova incontestável. Somos entrosados, equilibrados e bem motivados? O produto brilha. Os clientes agradecem. Oras, é só uma releitura da Regra de Ouro.

    A Lei de Brooks diz que em briga de marido e mulher não se mete a colher. Na verdade, ela fala que colocar mais gente em um projeto problemático é como tentar apagar um incêndio com gasolina. É a mesma coisa, o mesmo princípio. Mais gente, mais ruído, mais confusão.

    Ter o próprio nome numa lei vale quase um Nobel. Isso deve explicar algumas falcatruas. Como pegar “o que não me destrói me fortalece (ou engorda)” e transformar na verborragia de Antifragile. Ok, jogo jogado. Azar do Nietzsche. Assim como foram azarados Occam, Hanlon e Caetano: só batizaram navalhas.

    Mas triste, triste mesmo, é aquele que não pode clamar uma descoberta por não existir. É o caso de Tyler Durden² – uma ficção dentro de uma ficção. Se ele, assim como Vital³, pudesse escrever uma constituição, ela começaria assim: “Uma pena enfiada em sua bunda não faz de você uma galinha”.  A Lei de Durden. Clara como aquela que diz que “para bom entendedor, um pingo é letra.”

    Notas

    1. Confesso, abusei do termo natural. Com boas intenções.
    2. Personagem de Clube da Luta, livro de Chuck Palahniuk (1996) e filme de David Fincher (1999).
    3. Personagem de Dos Margaritas, música dos Paralamas do Sucesso lançada no ótimo e subestimado disco Severino (1994). Vital já havia surgido com uma moto em outro sucesso.
    4. A imagem de hoje, fight club, foi compartilhada por Brent humanartistvendingm no flickr.
    5. Mais leis, navalhas, princípios e teoremas podem ser vistos em Lex Animata – Uma Constituição não Promulgada.
  • Quem Escreve a Partitura?

    Quem Escreve a Partitura?

    Uma conversa sobre organização, times, alinhamento, autonomia e a nossa eterna busca pela batida perfeita.Estou me atualizando com os “novos modelos” :)))
    O cara do
    Spotify explicando a cultura da empresa. Autonomy. Squads são equipes multifuncionais que funcionam em modo ágil. Aí ele agrupa os squads em tribes. E as tribes são alinhadas à infraestrutura, aplicações de suporte e de negócio. Hahaha. E você, num squad, se une aos seus pares de outros squads por capabilities. Hahaha. Incrível.
    Aí ele descreve o
    squad como uma banda de jazz, onde cada um é autônomo no seu instrumento. Mas esqueceu de mencionar a partitura!!!!! Quem escreve a partitura nesse mundo novo??

    O desabafo veio do outro lado do mundo, de Hong Kong. Foi feito por um colega de longa data. Ele puxou o papo porque lembrou de nossos embates filosóficos de uns dezessete anos atrás. É fácil ficar confuso com alguns novos modelos. Aliás, como disse Tom Peters, “quem não está confuso não está prestando atenção”.

    Também me atualizando em relação ao novos modelos, há poucos dias me deparei com a Teoria da Promessa. WTF?, de Tim O’Reilly, me levou para o trabalho de Mark Burgess, Thinking in Promises (O’Reilly, 2015). Criador da tal teoria, Burgess a apresenta como “uma linguagem para descrever e discutir o comportamento cooperativo entre diferentes agentes ou atores”. Se esses agentes ou atores são homens ou máquinas (algoritmos), não faz diferença. Aliás, esta seria a força da proposta: um único modelo a guiar as pessoas e tudo o que elas constroem.

    A teoria explicaria o funcionamento e a eficiência da Amazon, por exemplo¹. Um agente só pode prometer algo que está 100% sob seu controle. Cada agente é uma caixa preta – não importa como ele mantém ou cumpre a promessa. O que interessa é o que foi prometido. Se prometo e cumpro, mereço confiança. Se todos os agentes fazem o mesmo, temos um perfeito ambiente colaborativo.

    Burgess alerta que não está propondo um manifesto nem uma agenda filosófica ou política. Mas é difícil não associar a proposta ao liberalismo. Como não pensar assim ao perceber que o modelo é 100% bottom-up, uma declaração da autonomia incondicional de um agente? O autor é claro: ninguém pode fazer promessas em nome de outro(s). Um componente Java não pode prometer a disponibilidade do banco de dados. Um gerente não pode prometer a eficácia do designer nem a pontualidade do projeto. Cada agente só se compromete com aquilo que está totalmente em seu domínio. Convenhamos, a teoria é simpática. E a prática?

    Como isso funcionaria numa cultura como a brasileira, onde cada vez mais brasileiros detestam (ou, amenizando, desconfiam dos) outros brasileiros? Parafraseando O’Reilly, para cada Webgoal ou Nubank temos milhares de empresas que se caracterizam pela absoluta falta de confiança N:N – de todos para todos, na horizontal, de cima para baixo, de dentro para fora e vice-versa.

    Meu colega está distante de nossas mazelas e aguarda uma resposta: afinal, quem escreve a partitura?

    Burgess diz que “organizações são redes de promessas”. O que orienta a elaboração das promessas? Há uma partitura? Ela é uma promessa? De quem?

    O autor fala sobre um conjunto de agentes, um Super Agente que faz promessas coletivas. Um Super Agente é “um fantasma e, como tal, não possui um canal de comunicação”. Nesse ponto interrompi a leitura².

    Autonomia X Alinhamento

    O debate, que deve ter começado quando éramos apenas caçadores-coletores, é bom e merece a nossa atenção. Ele recebe outros nomes, como Centralização X Descentralização, Hierarquia X Holarquia (ou Holacracia) etc. O problema nunca esteve nos fatores. Está no operador – no OU.

    Faz sentido que a gente busque autonomia E alinhamento. O melhor exemplo é o nosso corpo. Nossos subsistemas são autônomos. Não há ninguém microgerenciando o coração ou o esôfago. Nosso cérebro-CEO não fica ditando ao pulmão: inspira, expira, inspira, expira… Mas, em sã consciência, estamos no controle. Todos temos uma partitura, ainda que mal escrita. Apesar (por causa!) da autonomia, nossos subsistemas funcionam alinhados. Ou, como escreveu Jurgen Appelo³, “sistemas complexos sobrevivem e prosperam porque o controle é distribuído”.O gráfico ao lado tenta ilustrar o desafio. Num extremo, aquelas empresas que seriam modelos. No outro, o famigerado Dilbert e sua organização sem pé nem cabeça. Quantas empresas passaram por reestruturações que ora puxavam a corda na vertical, ora afrouxavam a corda horizontal; Quebravam a cara e começavam tudo de novo, numa interminável e improdutiva valsa?

    Há Partituras

    Na Amazon, por exemplo, a construção de um novo serviço (ou microserviço ou funcionalidade) só é autorizada depois de uma Rich Discussion Up Front. Essa discussão se dá em torno de uma documentação elaborada pelo proponente do novo serviço. Essa proposta geralmente é composta por um Press-Release, FAQ, Protótipos e, quando necessário, até um manual do usuário.

    Quem escreveu a partitura-documentação? Um time autônomo. O que garante o alinhamento? Aquela tal rica discussão prévia. Se aquela proposta (promessa) não fizer sentido para a organização, ela não recebe luz verde. Quem participa das discussões? No caso da Amazon, dependendo da proposta, até o próprio Bezos. Foi assim, por exemplo, que nasceu a AWS. É como no nosso corpo: quando o caso – ameaça ou oportunidade – é realmente sério, ele merece a alocação do cérebro-CEO.

    Os “Novos Modelos”

    Não são poucos os que, como meu colega, demonstram ceticismo em relação aos novos modelos. Desconfio que seja porque 1) O que se proclama novo, muitas vezes, não é tão novo assim. A ideia de escrever um manual antes de qualquer coisa, por exemplo, pode ser rastreada até The Mythical Man-Month que Fred Brooks publicou em 1975! Squads, chapters, tribes, guilds?! Apelidos pós-modernos e uma certa complicação para ideias que estão por aí há tempo. Capítulos e guildas, por exemplo, são releituras das velhas Comunidades de Prática; 2) Muitas empresas não precisam, não podem ou simplesmente não querem ser como Amazon, Spotify, Uber ou afins. Nem todo mundo precisa ou quer ostentar um chifre.

    Por fim, um parágrafo que insistiu em permanecer: A montagem de times deveria respeitar apenas três leis: a de Ashby e a de Conway sempre, e a de Brooks toda vez que um projeto atrasar. As outras, até a “regra das duas pizzas”, podem ser ignoradas dependendo do contexto e das intenções.

    Meu colega é exigente. Desconfio que ele não se dará por satisfeito. Nem você. Que o papo prossiga. Inté!

    Notas

    1. WTF? What’s the Future and Why It’s Up to Us – Tim O’Reilly (HarperBusiness, 2017).
    2. Que ainda vou retomar. Não posso desconsiderar toda a proposta só porque não concordo com uma afirmação. Mas preciso deixar claro o seguinte: no meu entendimento, um super agente – seja ele um time, unidade, serviço, filial etc – é, necessariamente, um Sistema Aberto. Como tal, é claro que ele tem não apenas um mas vários canais de comunicação. Posso não entender como ele funciona – é uma caixa preta – mas sei me comunicar com ele, colocar meus pedidos e requisitos, chamar suas APIs, entender e negociar suas promessas. Não sei se entendi errado. Mas aquele “fantasma” me assustou.
    3. #Workout – Happy Melly Express, 2014
    4. “Online” Sheet (Tweet) Music é o criativo achado de John Dyer que ilustra este artigo.

    Gostou da conversa? Ela é esticada e enriquecida na oficina Design de Negócios Viáveis.

    A próxima edição acontece em São Paulo no próximo dia 2/2.

    Posso fazer alguma coisa para viabilizar a sua participação? Fale comigo!

  • Quem Escreve a Partitura?

    Quem Escreve a Partitura?

    Uma conversa sobre organização, times, alinhamento, autonomia e a nossa eterna busca pela batida perfeita.Estou me atualizando com os “novos modelos” :)))
    O cara do
    Spotify explicando a cultura da empresa. Autonomy. Squads são equipes multifuncionais que funcionam em modo ágil. Aí ele agrupa os squads em tribes. E as tribes são alinhadas à infraestrutura, aplicações de suporte e de negócio. Hahaha. E você, num squad, se une aos seus pares de outros squads por capabilities. Hahaha. Incrível.
    Aí ele descreve o
    squad como uma banda de jazz, onde cada um é autônomo no seu instrumento. Mas esqueceu de mencionar a partitura!!!!! Quem escreve a partitura nesse mundo novo??

    O desabafo veio do outro lado do mundo, de Hong Kong. Foi feito por um colega de longa data. Ele puxou o papo porque lembrou de nossos embates filosóficos de uns dezessete anos atrás. É fácil ficar confuso com alguns novos modelos. Aliás, como disse Tom Peters, “quem não está confuso não está prestando atenção”.

    Também me atualizando em relação ao novos modelos, há poucos dias me deparei com a Teoria da Promessa. WTF?, de Tim O’Reilly, me levou para o trabalho de Mark Burgess, Thinking in Promises (O’Reilly, 2015). Criador da tal teoria, Burgess a apresenta como “uma linguagem para descrever e discutir o comportamento cooperativo entre diferentes agentes ou atores”. Se esses agentes ou atores são homens ou máquinas (algoritmos), não faz diferença. Aliás, esta seria a força da proposta: um único modelo a guiar as pessoas e tudo o que elas constroem.

    A teoria explicaria o funcionamento e a eficiência da Amazon, por exemplo¹. Um agente só pode prometer algo que está 100% sob seu controle. Cada agente é uma caixa preta – não importa como ele mantém ou cumpre a promessa. O que interessa é o que foi prometido. Se prometo e cumpro, mereço confiança. Se todos os agentes fazem o mesmo, temos um perfeito ambiente colaborativo.

    Burgess alerta que não está propondo um manifesto nem uma agenda filosófica ou política. Mas é difícil não associar a proposta ao liberalismo. Como não pensar assim ao perceber que o modelo é 100% bottom-up, uma declaração da autonomia incondicional de um agente? O autor é claro: ninguém pode fazer promessas em nome de outro(s). Um componente Java não pode prometer a disponibilidade do banco de dados. Um gerente não pode prometer a eficácia do designer nem a pontualidade do projeto. Cada agente só se compromete com aquilo que está totalmente em seu domínio. Convenhamos, a teoria é simpática. E a prática?

    Como isso funcionaria numa cultura como a brasileira, onde cada vez mais brasileiros detestam (ou, amenizando, desconfiam dos) outros brasileiros? Parafraseando O’Reilly, para cada Webgoal ou Nubank temos milhares de empresas que se caracterizam pela absoluta falta de confiança N:N – de todos para todos, na horizontal, de cima para baixo, de dentro para fora e vice-versa.

    Meu colega está distante de nossas mazelas e aguarda uma resposta: afinal, quem escreve a partitura?

    Burgess diz que “organizações são redes de promessas”. O que orienta a elaboração das promessas? Há uma partitura? Ela é uma promessa? De quem?

    O autor fala sobre um conjunto de agentes, um Super Agente que faz promessas coletivas. Um Super Agente é “um fantasma e, como tal, não possui um canal de comunicação”. Nesse ponto interrompi a leitura².

    Autonomia X Alinhamento

    O debate, que deve ter começado quando éramos apenas caçadores-coletores, é bom e merece a nossa atenção. Ele recebe outros nomes, como Centralização X Descentralização, Hierarquia X Holarquia (ou Holacracia) etc. O problema nunca esteve nos fatores. Está no operador – no OU.

    Faz sentido que a gente busque autonomia E alinhamento. O melhor exemplo é o nosso corpo. Nossos subsistemas são autônomos. Não há ninguém microgerenciando o coração ou o esôfago. Nosso cérebro-CEO não fica ditando ao pulmão: inspira, expira, inspira, expira… Mas, em sã consciência, estamos no controle. Todos temos uma partitura, ainda que mal escrita. Apesar (por causa!) da autonomia, nossos subsistemas funcionam alinhados. Ou, como escreveu Jurgen Appelo³, “sistemas complexos sobrevivem e prosperam porque o controle é distribuído”.O gráfico ao lado tenta ilustrar o desafio. Num extremo, aquelas empresas que seriam modelos. No outro, o famigerado Dilbert e sua organização sem pé nem cabeça. Quantas empresas passaram por reestruturações que ora puxavam a corda na vertical, ora afrouxavam a corda horizontal; Quebravam a cara e começavam tudo de novo, numa interminável e improdutiva valsa?

    Há Partituras

    Na Amazon, por exemplo, a construção de um novo serviço (ou microserviço ou funcionalidade) só é autorizada depois de uma Rich Discussion Up Front. Essa discussão se dá em torno de uma documentação elaborada pelo proponente do novo serviço. Essa proposta geralmente é composta por um Press-Release, FAQ, Protótipos e, quando necessário, até um manual do usuário.

    Quem escreveu a partitura-documentação? Um time autônomo. O que garante o alinhamento? Aquela tal rica discussão prévia. Se aquela proposta (promessa) não fizer sentido para a organização, ela não recebe luz verde. Quem participa das discussões? No caso da Amazon, dependendo da proposta, até o próprio Bezos. Foi assim, por exemplo, que nasceu a AWS. É como no nosso corpo: quando o caso – ameaça ou oportunidade – é realmente sério, ele merece a alocação do cérebro-CEO.

    Os “Novos Modelos”

    Não são poucos os que, como meu colega, demonstram ceticismo em relação aos novos modelos. Desconfio que seja porque 1) O que se proclama novo, muitas vezes, não é tão novo assim. A ideia de escrever um manual antes de qualquer coisa, por exemplo, pode ser rastreada até The Mythical Man-Month que Fred Brooks publicou em 1975! Squads, chapters, tribes, guilds?! Apelidos pós-modernos e uma certa complicação para ideias que estão por aí há tempo. Capítulos e guildas, por exemplo, são releituras das velhas Comunidades de Prática; 2) Muitas empresas não precisam, não podem ou simplesmente não querem ser como Amazon, Spotify, Uber ou afins. Nem todo mundo precisa ou quer ostentar um chifre.

    Por fim, um parágrafo que insistiu em permanecer: A montagem de times deveria respeitar apenas três leis: a de Ashby e a de Conway sempre, e a de Brooks toda vez que um projeto atrasar. As outras, até a “regra das duas pizzas”, podem ser ignoradas dependendo do contexto e das intenções.

    Meu colega é exigente. Desconfio que ele não se dará por satisfeito. Nem você. Que o papo prossiga. Inté!

    Notas

    1. WTF? What’s the Future and Why It’s Up to Us – Tim O’Reilly (HarperBusiness, 2017).
    2. Que ainda vou retomar. Não posso desconsiderar toda a proposta só porque não concordo com uma afirmação. Mas preciso deixar claro o seguinte: no meu entendimento, um super agente – seja ele um time, unidade, serviço, filial etc – é, necessariamente, um Sistema Aberto. Como tal, é claro que ele tem não apenas um mas vários canais de comunicação. Posso não entender como ele funciona – é uma caixa preta – mas sei me comunicar com ele, colocar meus pedidos e requisitos, chamar suas APIs, entender e negociar suas promessas. Não sei se entendi errado. Mas aquele “fantasma” me assustou.
    3. #Workout – Happy Melly Express, 2014
    4. “Online” Sheet (Tweet) Music é o criativo achado de John Dyer que ilustra este artigo.

    Gostou da conversa? Ela é esticada e enriquecida na oficina Design de Negócios Viáveis.

    A próxima edição acontece em São Paulo no próximo dia 2/2.

    Posso fazer alguma coisa para viabilizar a sua participação? Fale comigo!