FAN4Scrum – PAULO FERNANDO VASCONCELLOS NOGUEIRA https://paulofernandovasconc1781614199000.0291847.meusitehostgator.com.br My WordPress Blog Tue, 24 May 2011 19:28:38 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 Maré Alta no Pantanal https://paulofernandovasconc1781614199000.0291847.meusitehostgator.com.br/2011/05/24/mare-alta-no-pantanal/ https://paulofernandovasconc1781614199000.0291847.meusitehostgator.com.br/2011/05/24/mare-alta-no-pantanal/#comments Tue, 24 May 2011 19:28:38 +0000 http://www.pfvasconcellos.eti.br/blog/?p=1838 Participei, na última semana, do Maré de Agilidade Edição Pantanal. Faz tempo que parei de publicar rendicontis – prestações de contas de minhas participações em eventos. A experiência agora foi muito diferente. Por isso merece este post.

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Estou curado. Foi assim que encerrei a palestra de sábado. Me referia ao meu jeito ‘bicho do mato’ – são raras as vezes em que participo de eventos coletivos. As razões são várias e algumas não merecem nosso tempo. Tenho algumas restrições (pré-conceitos?) e existem algumas caçarolas bem vedadas. Raramente sou convidado para eventos de Análise de Negócios, por exemplo. Apesar de seus organizadores viverem elogiando, pelo menos pessoalmente, minha “inestimável contribuição” para a disciplina. Exageram no elogio e na distância. Há tempo estou conformado e confortável com essa fronteira – cada um no seu canto, a sua maneira, tentando aprender e colaborar. Qual não foi minha surpresa quando Saulo Arruda (@sauloarruda), da Jera Software Ágil, me convidou para a Edição Pantanal do Maré de Agilidade. Afinal, se sou estrangeiro na “minha área”, o que dizer de minha relação com a Comunidade Ágil?

Saulo encomendou dois produtos: uma versão especial do FAN (programa para Formação de Analistas de Negócios) e uma palestra. O FAN deveria falar de maneira mais direta com o público de um evento Ágil. A palestra tinha que puxar o papo para outros domínios. Decidi aproveitar a oportunidade para testar o FAN4Scrum. Teria uma carga horária de 12 horas para tanto.

Contei com 35 participantes no curso, uma turma bastante diversificada, motivada e compreensiva. Explico, de trás pra frente: era de fato um teste do programa de treinamento, e eles ficaram sabendo disso logo nos primeiros minutos de aula. No último dia precisei de uma horinha adicional. Todos toparam chegar mais cedo e sair mais tarde. Estavam motivados porque são carentes desse tipo de papo. E, exatamente por isso, exploraram bem a oportunidade. Nas três manhãs a interação foi constante e, quero crer, muito proveitosa. Por fim, a turma era bastante heterogênea. Tinha gente da administração pública e da iniciativa privada; haviam gerentes, escritor(es), desenvolvedores, professores e… analistas. Sempre curto uma turma com origens e anseios diversos. O papo fica mais rico.

Descobri que o FAN4Scrum, ao contrário do FDP (Formação de Donos de Produtos), não funcionará com carga mínima (7 horas). A menos que eu me contradiga e elimine 50% do programa, hehe. Ou apele para uma solução que não me agrada: tornar o FAN um pré-requisito para este curso. Trouxe para casa um saboroso problema que preciso resolver até o início do próximo semestre, quando espero lançar o FAN4Scrum em outras praças.

Meus cinco dias em Campo Grande foram uma combinação de altos papos, muita comida boa, uma quantidade saudável de cerveja e, nas tardes vagas, muito trabalho. Decidi que montaria só lá, em cima da hora, a palestra de cinquenta minutos que apresentaria no sábado. O tema, que virou uma gaiola, precisou ser definido com antecedência. E cometi o “Analistas de Negócios no Mundo Ágil”. Não precisei de muito tempo para descobrir a ‘varada n’água’ que o título representava. Soa muito 2007 ou 2008 essa dicotomia. Por que eu desperdiçaria uma oportunidade daquelas voltando páginas?

Fui alertado que 99% do público do evento de sábado, estimado em 180 pessoas, seria formado por desenvolvedores. Eu esperaria algo diferente do Maré de Agilidade? Sei que o alerta veio, principalmente, por causa do título da palestra. E de um detalhe: ela seria a primeira do dia!

Depois da abertura tocada pela dupla¹ @Jeffmor & @Porkaria, a bola estava comigo. Auditório praticamente lotado, não demorei para perceber que era o mais velho ali (apesar dos cabelos brancos do @AleGomes). Havia a possibilidade de uma única alma viva estar ali por causa do título de minha palestra? Melhor não perguntar. Preferi deslizar uma série de 10 slides que traziam no título: “This isn’t a Troll”. Tipo: ok, sou meio estranho no ninho, mas acho que esses assuntos precisam ser debatidos. E lá se foram: Todo projeto precisa de Times de Produtos (formados por PO’s e AN’s, por que não?); “Arquitetura é importante demais para ser deixada apenas nas mãos do arquiteto.” (James Coplien); “User Stories não são suficientes” (idem); Casos de uso são legais, completos e ágeis pra caramba!; e, em outras palavras, “temos pouca grana para bons projetos porque as empresas torram fortunas mantendo código porco”.

Pintado frito recheado com provolone². Acho que pareceu confuso assim. Mas, pela reação geral, acho que entreguei o meu peixe.

Agora a sessão “jogando pra galera”: foi legal poder conhecer pessoalmente, além dos citados acima e pela ordem, Felipe Rodrigues (@Felipero), Celso “Carioca” Martins (@Celsoavmartins), Alexandre Gomes e Paulo Silveira (@Paulo_Caelum), além de toda a turma muito hospitaleira de Campo Grande. Também pude rever um antigo contato, o Gustavo Malheiros (@Gumalheiros). Por fim, mas não menos importante, é preciso destacar o trabalho do pessoal da Jera na organização do Maré. Em três palavras: Show de Bola! E põe na conta a minha “cura”. Inté!

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Observações:

  1. Ney Matogrosso (do Sul!) e Luan Santana que se cuidem! Com JeffMor nas cordas e vocais e Porkaria na bateria, formando um tipo de White Stripes pantaneiro-pop-folk-alternativo influenciado pela Sandy e pelo Júnior, vem aí a próxima bomba que agitará o mundo do Sertanejo Universitário (blergh!). Vocês PERDEM por esperar!
  2. Pintado frito recheado com provolone. Pode parecer estranho, mas é um tira-gosto acachapante.
  3. A foto acima foi tirada pelo @AleGomes lá do fundão do auditório. Se vc prestar atenção, perceberá nossos White Stripes lá na frente do palco, numa performance “a capela”.
  4. Uma ideia me acompanha desde sábado, inspirada pelo Maré de Agilidade. Me livrei dela lá no GRAFFiTi.
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2 0 1 1 https://paulofernandovasconc1781614199000.0291847.meusitehostgator.com.br/2011/01/14/2-0-1-1/ https://paulofernandovasconc1781614199000.0291847.meusitehostgator.com.br/2011/01/14/2-0-1-1/#comments Fri, 14 Jan 2011 16:27:40 +0000 http://www.pfvasconcellos.eti.br/blog/?p=1604 Apesar de tentar obedecer o padrão, minha noção de “Ano Novo” não ocorre entre dezembro e janeiro. Começo a visualizar o próximo ano ‘letivo’ em julho ou agosto. Até dois meses depois eu preciso ter um bom desenho sobre como eu quero estar quando o próximo ano acabar. Tão ou mais importante que as metas financeiras (que, no final das contas, nunca se realizam mesmo) são os objetivos de estudo e das conversas que ele pode gerar. Há uma década adquiri o hábito de desenvolver um tema por ano. Faço uma imersão e depois tento repassar o que aprendi em artigos e eventos. Como já fiz no ano passado, neste artigo vou escancarar (um pouquinho) meus planos para 2011.

Planos que devem ser especiais porque em 2011 completo 25 anos de relacionamento com esta área chamada genericamente de Tecnologia da Informação. Pois é, Bodas de Prata! No namoro fui programador. Noivado na marra se deu quando me converteram em gerente de projetos. Há cinco anos, quando voltei para minha terra natal e me converti em consultor independente (sem patrão nem sogra), resolvi que era casório mesmo.

Ano especial significa um pouco mais de ambição. Boa ambição. Ao analisar a evolução histórica das visitas ao finito foi fácil perceber uma inevitável estabilização. Não posso forçar a barra ou questionar convicções e estilo para tentar conquistar quem não gosta de meu trabalho. Não. Em relação ao finito a minha principal preocupação será não perder quem eu consegui atrair. Para isso eu sei que devo continuar entregando o que eles esperam, em torno dos temas já consolidados (Análise de Negócios, Gerenciamento de Projetos e Engenharia de Software, principalmente).

Mas quem me conhece sabe que esse papo de estabilização e mesmice não tem nada a ver comigo. No início do ano passado tentei explorar algumas ideias diferentes, em artigos e eventos. Falo principalmente dos fracassados “Jogo dos 7 Erros” e do épico do “Seu Moreira”. Quebrei a cara. Como sou teimoso como um bom burro mineiro, tentarei lançar o jogo novamente. Motivado principalmente por participantes do FAN que falaram: “eu quero”. Mas meu cardápio, como eu antecipei em meados de 2010,  tem novas opções:

  • FDP – Formação de Donos de Produtos: único produto que já testei em 2010 (com resultado pra lá de positivo). Ele seguirá em testes beta por mais duas ou três edições. O que eu não havia contado até agora é que este evento foi um chute de longa distância para testar outro lançamento, o
  • FAN4Scrum: sim, a formação de analistas de negócios para trabalho específico com o framework Scrum. Ele se sobrepõe de certa maneira ao FDP, mas tem um perfil bem diferente. Enfatizo técnicas de desenvolvimento de requisitos e histórias. O ‘4’ no nome tem outro significado: celebra o 4º ano do programa FAN. A primeira versão (aberta) será uma oficina com 7 horas de duração.
  • FLiP – Formação de Líderes de Projetos: há tempos ensaio meu retorno ao tema Gerenciamento de Projetos. É meu tiro mais arriscado porque se trata de uma área em fase de estranha ebulição. O alto risco justificará uma estratégia de testes diferente daquela que utilizei no lançamento do FDP. Conto mais em breve.
  • Análise de Negócios – Linguagem Chave para Executivos: oficina que desenvolvo a quatro mãos com o Sérgio Storch, da ContentDigital. Em quase todas edições do FAN ouvi o seguinte: “Queria muito que meu gerente estivesse aqui”. Este evento foi desenhado para eles e outros executivos, de TI ou não. Melhor dizendo: está em fase de desenho. Mas sairá ainda no primeiro semestre.

Outros temas ‘xodó’ passaram todo o ano de 2010 clamando por um pouco de atenção: Gestão do Conhecimento; o “i” de TI; Software como Negócio; Software como Ativo; e, jogando no ventilador, TI, Vida Digital, Carreira e Negócios de uma maneira geral. Confesso que não sei o que pode sair daqui. Talvez eu lance alguns artigos e palestras sobre alguns desses temas. Minha única certeza é que ressuscitei o GRAFFiTi para que ele possa servir como um repositório de assuntos aleatórios. Conto neste artigo um pouco das minhas intenções. Aquelas que já conheço, hehe. Ah, migrei para lá a sequência da conversa que comecei ao comentar o livro “Capital Intelectual“. Aquele papo sobre fábricas de software e coisa e tal. Está em “Cadeia, Rede ou Oficina de Valor?

Muita coisa para uma cabecinha só? Depende: 2011 é o ano do Coelho, e Coelho é símbolo de agilidade e fertilidade. Saber aproveitar e utilizar melhor o tempo é uma qualidade cada vez mais necessária (particularmente depois de determinada idade). E, como já dizia o poeta, “Disciplina é Liberdade”. Aquele modelinho que utilizo há tempos – Lucro | Troco | Truco – ajuda bastante. O novo GRAFFiTi ainda é apenas um “truco”. Merecerá só 10% de meu tempo. O restante seguirá aqui, nos estudos, artigos e eventos do finito. Precisa dizer que seguirei contando com você? Feliz 2011. Inté!

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Observações:

  1. É muito difícil escrever e pensar de verdade em um “Feliz 2011” vendo o terror dos últimos dias na região serrana do Rio, em São Paulo e aqui no Sul de Minas. Entristece mais a certeza de que daqui poucos dias a grande mídia mudará de assunto (Carnaval!) e só voltará a se preocupar quando desgraças começarem a marcar o próximo verão. Quem pensa que é o “4º Poder” e que como tal tem poder de fiscalização deveria entender que é tão responsável pela inexistência de políticas de prevenção quanto os governos. Repito: tão responsável quanto. Nossa “grande” mídia não é só babona, interesseira e pobre não. É irresponsável também.
  2. A imagem utilizada, No 11 – black on white, é da Kirsty Hall.
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