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  • Rendiconti: Outubro Quente

    Quentíssimo. Na última semana peguei 38°C no Rio e 34°C em Sampa. O calor de Sampa incomoda mais – falta a brisa. Mas outubro não foi* quente só no clima. Apresentei 6 oficinas em 12 dias! Quatro no Rio, em evento fechado, o que me impede de fazer uma “prestação de contas” aberta. Só posso dizer que foi em uma grande empresa. E que o que encontrei lá me deixou… vamos dizer: cabreiro. Tanto que um novo tema foi inserido na fila de artigos que estou devendo: algo como “Detonando AN’s”.

    É a primeira vez que cito um evento fechado aqui no finito. Já levei o programa FAN (Formação de Analistas de Negócios) para empresas dos mais diversos portes e ramos de atividade. De empresas com 5 funcionários até “monstros” com cerca de 8k “colaboradores”. Não disfarçarei nunca minha preferência pelas menores. Além de saber o que querem, são mais corajosas. Em empresas maiores é muito comum encontrar o detestável “sempre foi assim – não vai mudar”. Um conformismo diretamente proporcional ao tamanho do abacaxi que deve ser descascado diariamente. Pior: um tipo de alienação que só faz aumentar os problemas.

    Talvez eu me arrependa, mas preciso destacar outro ponto: as pessoas. Agora não falo dos eventos, mas das cidades como um todo. É um choque, particularmente para um mineiro, a transição Sampa – Rio – Sampa no intervalo de 3 dias. Não parece que as duas cidades são separadas por meros 400km. Não fosse a língua eu poderia dizer que são dois mundos totalmente diferentes. Tenho “traumas” anteriores na Cidade Maravilhosa. Mas eles estavam, de certa forma, esquecidos. As últimas visitas os ressuscitaram. Não causa espanto o fato de muitas empresas e associações saírem de lá. Ok, tô no limite (da auto-censura). Encerrarei assim: detesto o Diogo Mainardi. Salvo engano, ele vive no Rio. Então agora entendo uma obra dele: o Rio parece sim “Cronicamente Inviável”.  Não fosse aquele oceano de petróleo que acham por lá… Não fosse aquele mar de beleza… Mas talvez sejam esses mesmos os motivos para tantos problemas. Ok, vamos ao que interessa.

    Requisito? Cadeiras móveis!Atendendo diversos pedidos, Tempo Real Eventos e eu programamos mais um par de oficinas do FAN em sábados (dias 11 e 18). A grande maioria dos 40 e tantos participantes contratou os dois eventos. Desta vez utilizamos uma sala da Globalcode. Apesar de legal, ainda não é a ideal para esse tipo de oficina. Engraçado, mas por que será que é tão difícil encontrar cadeiras soltas em salas de aula? Bem, o fato é que tirando um ou outro desconforto, as oficinas foram memoráveis!

    Finalmente encontrei o “ponto” do módulo I, a “Modelagem de Negócios”. Halex, um dos participantes, escreveu em nosso grupo de discussão que o evento foi um “divisor de águas” para ele. Exageros à parte, realmente acredito que consegui trazer esta primeira oficina para o mesmo nível de maturidade em que se encontra o módulo II, “Engenharia de Requisitos”. Sei lá qual a contribuição da minha chatice, mas eu devo ter repetido dezenas de vezes que nós “modelamos um negócio para entendê-lo, não para gerar documentação“. Seria só retórica se as ferramentas apresentadas não fizessem sentido. Engraçado é que, em relação a todas as edições anteriores, eu só acrescentei um novo tipo de diagrama-ferramenta: o PUCS (Process Use Case Support). Mais sobre ele em um futuro (não muito distante) artigo.

    No segundo encontro, sábado passado, a turma dispensou “quebra-gelos” e afins. Desde muito cedo demonstraram sua “fome”. Fui no embalo… Pois bem: tradicionalmente consigo aplicar o primeiro exercício ainda antes do almoço, lá pelas 11h30. Desta vez ele só foi possível quando meu relógio já berrava 15hs! Foi-se o “pulmão” (buffer de 1hr) e mais da metade dos exercícios. Um ponto tomou boa parte dos debates: o desenvolvimento “Iterativo e Incremental”. Mas eu consegui completar o programa, encerrando a oficina lá pelas 18h15. Em pleno sabadão chuvoso! E ninguém saiu da sala antes do fim!?! Foi realmente uma turma diferente. Boa, antenada e super sedenta. Mas eu sei que falhei feio na administração do tempo. Não tive coragem de “podar” assuntos paralelos. Na verdade, não vi o tempo passar. Tenho que dar um jeito de “pagar” os exercícios não executados. Sei que eles cobrarão…

    * Obs.: Outubro “foi”? Mas ainda é dia 21! Pois é, o ritmo me fez abreviar o mês. E adiar uma oficina previamente programada para o próximo dia 30. Acontece que o backlog aqui tá vazando pelas bordas… Se eu não segurar agora, sai do controle. Inté!

  • Hiper-mega-ultra Prestação de Contas: Sampa, Floripa e Cascavel

    Quarenta e tantos dias sem nada de novo por aqui – só uns agendamentos. E, agora, uma prestação de contas? Pois é… E, infelizmente, igualmente defasada. Mas depois eu explico o sumiço. Agora um breve histórico dos 5 últimos encontros – 3 eventos (e menos vírgulas, por favor!).

    10 e 24/set – Sampa: a dupla de oficinas. De todos os participantes, 40 e poucos contrataram o par. Este formato de comercialização torna as oficinas mais produtivas. Mas minha memória tem me enganado (“falei sobreisso na oficina anterior?”).  O formato também me dá uma segunda chance, a oportunidade de reverter alguma situação. E como eu precisei da 2ª chance. Sei lá porque o encerramento da oficina do dia 10 foi um atropelo só. Claro que deixei uma má impressão. Como praticamente todos os participantes voltaram no dia 24, creio que consegui ‘multiplicar por menos um’ aquela situação.Foi uma turma mais ‘morna’ que a média, mas acho que a culpa é só minha. De qualquer forma, as avaliações foram muito boas.

    12/set – Floripa: Só “Engenharia de Requisitos”. Na realidade, um evento ‘bandaid’ que tentou minimizar acidentes comerciais que não merecem nosso tempo. Saí de 34°C em Sampa para uns 12°C em Floripa. Na hora do almoço acusei o baque, pensando que era só cansaço. Não era! Era a 3ª gripe do ano, o que forçou uma drástica revisão de meus hábitos (e dietas). A turma, muito boa, mesclava Floripa, Blumenau, Criciúma e Itajaí. Contei com o apoio do Ronan e do Jefferson, além da visita do Kerber e seus companheiros de escritório de AN. Foi uma turma mais ‘brigona’ que aquela de Sampa – o que sempre enriquece os eventos. As ‘brigas’ tratavam dos temas de sempre: Casos de Uso, Especificação, Documentação…

    User Story - by RonanAliás, aproveitamos o evento para um breve duelo “Casos de Uso versus Estórias de Usuários (User Stories)”. O Ronan foi ‘convocado’ especialmente para esse teste. A figura ao lado mostra a estória escrita pelo Ronan. Abaixo o caso de uso (surrupiado da turma de Cascavel).

    O duelo foi exaustivamente debatido em nosso fórum. A velha conclusão de sempre (“é uma questão de gosto”) é um perigo! Insisto em uma especificação de casos de uso que se limite exclusivamente ao domínio do problema – ao que o usuário precisa fazer. Assim aproximo, conceitualmente, as duas sugestões. Assim a equipe de construção não se vê constranginda por uma especificação fraca (e falsa). Mas as diferenças merecem destaque.

    A estruturação da especificação de casos de uso não é uma questão de burocracia. O modelo que sugiro incentiva que o Analista de Negócios (AN) registre alguns dados básicos sobre os requisitos que estão sendo apre(e)ndidos, como seu valor para o negócio (ou Grau de Importância), o dono (responsável) dos requisitos e seu ponto de vista, o processo de negócio em questão etc. São informações que não visam a redução da comunicação da equipe. Pelo contrário, objetivam o enriquecimento dos debates e do conhecimento repassado pelo AN para o restante da equipe. E, como ilustrei no artigo O Parlamento, são informações bastante úteis em alguns processos de tomada de decisões.

    O Ronan já disse que gosta de minha sugestão. Outros ‘xispeiros sem preconceito’ também devem gostar do modelo. Se for o caso, não precisa nem chamar de ‘casos de uso’. Que tal “histórias semi-estruturadas”? hehe.. ah… não dá pra colá-las em paredes? Paciência…

    Especificação de Caso de Uso - by Ricardo & Grupo 6Parte da turma de Cascavel… Trampo pesado26 e 27/set – Cascavel: E que belíssima surpresa foi o evento de fechamento do mês. Não só porque Cascavel é muito bonita e agradável, mas principalmente porque ‘enfrentei’ uma turma muito boa – com 70 participantes! O evento foi promovido pelo APLTIC (Arranjo Produtivo Local – Tecnologia da Informação e Comunicações) do Oeste do Paraná e patrocinado pelo SEBRAE local. Aliás, devo registrar a excelente organização e agradecer toda a atenção que recebi.

    O primeiro dia foi de ‘quebra-de-gelo’ – a turma ficou meio quietinha. Mas como é legal quando as oficinas ocorrem em dois dias consecutivos! O dia seguinte, um sabadão ensolarado, foi  superquente. Principalmente depois que uma turma de AN’s descobriu que tava fazendo o trampo de alguns Analistas de Sistemas (AS). Foi engraçado mas, se bem entendi, ambos os lados estavam meio insatisfeitos: Os AN’s pelo excesso de trampo; os AS’s  pela falta de espaço; ambos pelo volume de atritos. Não sei o que deu, mas muitos falaram que eu havia “mudado suas vidas para sempre”, hehe. Não sabem que também mudaram as oficinas para sempre… Mas isso eu conto depois. Por hora resta dizer que, por uma questão de logística (meu avião estava a 140km de distância, em Foz), a oficina teve 1 hora a menos. E a hora não fez falta? Nenhuma!

    Tanto que, depois de muito tempo, tivemos uma turma completando todos os 6 exercícios propostos. E eu prometi registrar aqui qual proposta eu comprei… que dureza! Os grupos eram muito nivelados. O grupo 7, dos Paulos, elaborou protótipos bastante criativos. Mas economizou um pouquinho no caso de uso. O grupo 6, do Ricardo, caprichou mais no caso de uso e fez um protótipo bonitão (com logo da Visa?). O Grupo 9, da Fafita – o grupo que praticamente monopolizou as AN’s, também fez um bom trabalho na especificação de caso de uso. Mas não conseguiu gerar um documento de visão “vendedor”. Aliás, a objetividade do grupo 5 (Tiago) na elaboração da visão merece destaque. Assim como a especificação de caso de uso do grupo 8 (Callian). Resumindo: um grande empate técnico!…Quem faz mais barato? O grupo 5, que deu uma bela torcida na contagem de pontos por caso de uso. Quero ver entregar…

    Inté!

  • Um Roadmap para Analistas de Negócios

    Quem tem acompanhado nosso pequeno mas agitado Fórum deve ter reparado: ainda há muita indefinição em torno do currículo e do job description de um Analista de Negócios. Os últimos debates, particularmente com o Ronan Lúcio e o Leandro Mendonça, me deram uma grande ajuda em uma decisão: qual item deveria sair de meu backlog (de artigos e temas represados – haha) e vir para cá, para o blog. Há tempos adio esta publicação, com a falsa esperança de conseguir desenhar um mapa completo que mostre os caminhos para a Formação de um Analista de Negócios (AN). Passou da hora dessa discussão se tornar pública. Ao mapa (versão Beta):

    Um Roadmap para Analistas de Negócios

    Antes, os créditos: foi o André Wolff quem deu a sugestão de usar um desenho parecido com aqueles mapas que apareciam nos livros da Wrox. E algumas caixinhas acima só apareceram por causa de depoimentos (e desejos) dos colegas Leandro e Ronan.

    Talvez o meu rabisco não dê esta impressão, mas ainda há muito espaço a ser preenchido ali. Tentei destacar o fundamental, inclusive no tópico ‘Formação Complementar’. E, claro, não contemplo nenhum treinamento de ‘Habilidades Sociais’ (Soft Skills). O desenho trata exclusivamente de ‘Habilidades Técnicas’ (Hard Skills). Cabe uma breve descrição de cada caixinha:

    FAN – Entendendo o Negócio é o programa que ‘roda mundo’ há pouco mais de um ano. Sua versão ‘oficina’ (workshop – 7 horas) dá uma visão geral de tudo que está inserido no tema “Modelagem de Negócio”. O curso (35 horas) permite o detalhamento e prática de alguns temas, particularmente a modelagem de negócios com UML e sua extensão EPBE (Eriksson-Penker Business Extensions).

    A relativa complexidade da EPBE e, principalmente, da Modelagem de Negócios, justifica a existência de um módulo avançado, o FAN – Modelando Negócios com UML/EPBE. Imagino um curso 100% prático, com a modelagem de um negócio “inteiro”. Teria algo entre 32 e 40 horas. Imagino… teria… Sim, por enquanto este módulo é só uma idéia.

    FAN – Business Patterns  segue no mesmo caminho. Só o livro de Eriksson e Penker apresenta algumas dezenas de patterns. Debatê-las e praticá-las em um treinamento faz todo o sentido. O problema aqui é nosso nível de maturidade quando o assunto é modelagem de negócios. Ou seja, é idéia para a próxima Copa do Mundo. E olhe lá!

    Apesar de meu “apego” à EPBE, não posso ignorar a crescente demanda por profissionais que dominem a Modelagem de Processos de Negócios com BPMN. Não tenho condições de oferecer tal treinamento. Por isso este módulo não tem a marca “FAN”. É o mesmo caso do Modelagem com Aris/EPC.

    Destaquei dois módulos em Formação Complementar que estão diretamente relacionados com a Modelagem de Negócios: i) Balanced Scorecards & Mapas Estratégicos, ferramentas que enriquecem consideravelmente um modelo de negócios – facilitando o entendimento de objetivos, metas, oportunidades e problemas; e ii) BPM (Business Process Management), um universo em si. Tanto que, neste ponto, imagino apenas um treinamento de introdução ao BPM. Reparem, BPMN está em outro canto.

    Segurei a tentação de colocar caixinhas SOA e Arquitetura Corporativa aqui por dois motivos: estamos tratando da Formação de Analistas de Negócios. Lotar o módulo Formação Complementar pode gerar muita dispersão de atenção. Mantive o básico. Pelo menos, enquanto as duas áreas de cima não estiverem melhor resolvidas. Vamos então ao amplo e “polêmico” módulo Engenharia de Requisitos:

    FAN – Entendendo o Usuário também faz parte do programa que tenho apresentado. A oficina (7 horas) trata do básico, com ênfase no Desenvolvimento de Requisitos. O treinamento de 35 horas permite uma maior exploração de algumas técnicas, particularmente a especificação de casos de uso e a realização e facilitação de entrevistas, sessões JAD etc.

    Como temos visto no fórum, o tema ‘Casos de Uso’ é mais cabeludo e incompreendido do que imaginamos. Por isso ele merece um módulo adicional, Escrevendo Casos de Uso, que desenvolvo há 2 meses. Deve se transformar em um curso prático, de 40 horas. Isso tudo? Sim, pelo que descobri, o tema merece. Mas deve existir uma versão oficina (7 horas) também.

    E faz todo o sentido que o roadmap contemple também o módulo Escrevendo Users Stories. É uma alternativa aos casos de uso. Tenho lá minhas restrições, mas não posso ignorar sua adoção e eficácia em alguns projetos. Só não me habilito a formatar e oferecer tal treinamento.

    Assim como, por enquanto, me manterei relativamente distante do Gerenciamento de Requisitos. É importante destacar que quando falo Gerenciamento de Requisitos estou falando também de Gerenciamento de Mudanças.Coloquei aqui apenas dois módulos: No OpenUP e No Scrum. (Obs: “No” não está em inglês, ok?).

    Derivam deste último módulo duas sugestões para a formação complementar: Gerenciamento de Projetos e Scrum. Não é para o AN se bandear para o gerenciamento de projetos, please! Acontece que suas atividades se entrelaçam demais com aquelas de um gerente de projetos. É legal que ele conheça a disciplina de uma forma mais ampla.

    Por fim, abri um módulo que é meu “xodó” mais recente: uma oficina que exercite exclusivamente as diversas técnicas de descoberta, aprendizado e descrição de requisitos: Entrevistas, JAD, 6 Hats…  Xodó meu, não sei se há demanda. Quero crer que sim. É outro item de meu backlog que anda clamando por atenção. Sua aparição aqui pode dar o empurrão necessário.

    Aliás, a grande motivação para este post é exatamente essa: empurrões! Algumas definições & idéias! E, claro, uma deixa-provocação: será que alguém (alguma instituição) consegue oferecer todo esse roadmap como um programa único? Alguém aí quer tentar preencher as caixinhas não assinadas? E colocar novas caixinhas? É isso. Inté!

  • Rendiconti: Requisitos em Sampa e Curitiba

    Eu sei, preciso ser breve nas prestações de contas e arrumar tempo para gerar artigos “de verdade”. Agora que consegui duas semanas de “férias”, espero tirar alguns itens de meu backlog. Não sem antes documentar minimamente os 2 últimos eventos.

    Na penúltima quinta (31/jul), contamos com 73 participantes na Oficina Engenharia de Requisitos, em Sampa. Praticamente todo mundo que esteve no módulo anterior voltou. Foi uma pena, mas apenas aquele ativo participante (defensor de um processo cascata) não conseguiu participar. Gripe ou algo do tipo. Pena mesmo. Espero reencontrá-lo para fechar o debate que começamos no dia 16.

    Mas isso não significa que o evento ficou menos quente. Muito pelo contrário. As interações foram tantas que ainda no período da manhã boa parte de meu buffer (pulmão) de 1hr já tinha ido para o beleléu.  Isso e outra amolação que não merece espaço fizeram com que a turma não conseguisse executar os 2 últimos exercícios da oficina. Por menos que eles tenham reclamado (e as avaliações foram muito boas), eu sei que a não execução dos exercícios é um prejuízo. São exatamente aqueles que permitem que o Analista de Negócios (AN) coloque os pés, pela primeira vez, no domínio da solução. Fazem falta.

    Recreio? Não, trampo mesmo!E por falar em exercícios… A sala tinha capacidade para 100 pessoas. E a turma parece ter ocupado praticamente todos os cantos disponíveis. Já escrevi aqui, não é a sala ideal para este tipo de oficina. Mas meu parceiro em Sampa tem encontrado dificuldade para encontrar um local mais adequado. A turma sofre um pouco. Mas se diverte pra caramba.

    Um fato tem me chamado a atenção em todas as últimas edições desta oficina: as turmas estão assimilando muito rapidamente minha proposta de especificação de casos de uso. Apesar de continuar gerando uma certa polêmica, o pessoal pega o “espírito da coisa” muito rapidamente. Ainda careço de mais informações de quem está adotando aquela sugestão em seus projetos. Mas os produtos gerados na oficina me surpreendem. Ainda que existam algumas variações consideráveis. Por exemplo: o menor número de requisitos funcionais (ou passos em um caso de uso) foi 4, o maior foi 11. Mas o tal “espírito” (a captura exclusiva *do que o usuário precisa fazer*) foi respeitado em todos os artefatos gerados.

    Um cliente versus 10 AN’sO amigo Kerber, que há uma semana publicou sua prestação de contas, pode ter matado a charada (da rápida assimilação do modelo para especificação de casos de uso). Depois do evento, num “bareco”, ele disse que a 1ª parte da oficina está “muito bem resolvida”. Eu também tenho gostado muito daquela sequência. Mas sua mensagem mostra que a 2ª parte, que concentra grande parte dos exercícios, ainda carece de revisões. Aliás, acho que já me conformei com o fato de que o evento é um eterno “trabalho em desenvolvimento”. Não consigo replicar nem mesmo as apostilas.
    Além do Kerber, que foi de Floripa para Sampa com o colega Paulo Bernardi, contamos novamente com a presença de Suzandeise Thomé, do IIBA-SP. Foi com eles que rolou uma revisão pós-evento, ali na Alameda Santos. Papo jóia com o tradicional efeito colateral: o espaço do problema aumentou consideravelmente, hehe. Explico: o horizonte de todo este trabalho para a formação de AN’s foi expandido. Ainda não posso falar muito, só adiantar que ficou mais azul (e bonito). Revisão semelhante já está programa para Floripa: Sabadão, 23/ago. Semelhante em todos os sentidos: num “bareco”, com bom chopp e um tira gosto melhor que aquele de Sampa. Alguém aí disse camarão? Pastel de bacalhau do Box 32?

    Na última segunda-feira, 4/ago, apresentei a mesma oficina em Curitiba, no evento Planeta Digital. Turma consideravelmente menor (má divulgação?), mas igualmente interessada. O evento foi legal o suficiente para gerar novas oportunidades, inclusive alguns “passeios” pelo interior do Paraná (Cascavel, Foz) que eu não conheço. Vergonha: conheço até Guaraqueçaba (que muitos paranaenses não conhecem, daí!), mas nunca tive a chance de mergulhar no interior daquele belo Estado. Me perdoem a economia, mas esgotei o espaço dedicado para uma prestação de contas. E seria muito redundante em minhas conclusões. Resta apenas dizer que São Paulo não tem um centro de convenções do nível da Expo Unimed. Um show!

    Encerrando: novidades sobre o Projeto Rendiconti foram publicadas hoje no Graffiti. Belas novas, diga-se de passagem. Inté!

  • Rendiconti: Modelando Negócios em São Paulo

    No dia 26 de abril eu anunciei aqui a morte do ‘Patinho Feio’. Me referia ao evento que então era conhecido como “Análise e Modelagem de Negócios”. Sua baixa popularidade o colocou em risco. E o evento de abril foi a gota d’água. O evento demandava uma revisão. Não tanto em seu conteúdo, mas na forma em que estava sendo apresentado e comercializado. No final de maio Tempo Real Eventos e eu lançamos um “pacote” FAN: duas oficinas que, se contratadas em conjunto, significariam um pequeno desconto. Sei que é uma prática que pode ser mal recebida: configura-se venda casada? Bom, até agora ninguém reclamou e o sucesso da iniciativa fala por si: na última quarta-feira, 16/jul, tivemos uma turma com 60 participantes!

    Outra pequena alteração que efetuei foi no nome do módulo: tirei a palavrinha “Análise” e dei o braço a torcer para o RUP. Esta primeira metade do programa FAN agora se chama só “Modelagem de Negócios”. Claro que faz mais sentido, já que vendo a Análise de Negócios como a junção da Modelagem de Negócios com a Engenharia de Requisitos. Aliás, visando facilitar o entendimento do escopo dos dois módulos criei uma tagline, um tipo de sobrenome para cada um deles: Modelagem de Negócios – Entendendo o Negócio; Engenharia de Requisitos – Entendendo o Usuário. Ficou meio simplista, até apelativo. Mas não tenho dúvidas que facilitou a apresentação dos módulos.

    O programa FAN (Formação de Analistas de Negócios) é um eterno “trabalho em desenvolvimento”.  Mas estou tratando a versão atual, publicada há cerca de 2 meses, como um release candidate. Ou seja, ela ficará ‘congelada’ nesta que considero a penúltima iteração do projeto do livro. Uma iteração longa, de 6 meses. As oficinas e cursos sempre antecedem a publicação de uma versão do livro. É o feedback que obtenho ali que direciona as alterações e incrementos que devo fazer em meu texto. A partir de agosto começo a publicar, exclusivamente para os participantes dos eventos, o release candidate de cada capítulo do livro. Minha intenção é liberar um capítulo por quinzena. Em paralelo está acontecendo o projeto Rendiconti – a loja virtual (POD – Print on Demand) que venderá meu trabalho e, se tudo der certo, o trabalho de vários colegas.

    Modelando Negócios em Sampa - A Turma
    Mas, caramba… esta deveria ser a prestação de contas do evento do último dia 16. Vamos a ela. Na teoria minhas oficinas deveriam ter um público máximo de 50 pessoas. Na prática meu recorde é de 72. Coloquei o limite por uma razão muito simples: a possibilidade de interagir e dar atenção para todos os participantes.Tivemos 60 na última quarta-feira, mas acredito que todos que precisaram de atenção foram atendidos. Sem comprometer a duração do evento. Adianto para todos, logo na abertura do evento, que temos um buffer de 1 hora. E explico: se o evento for muito ruim, lá pelas 5 da tarde tá todo mundo indo embora. E confesso que isso já aconteceu uma vez, na 3ª turma do FAN “palestrão”. O tal buffer é utilizado nas interações. E foi totalmente consumido neste último evento.

    Turma grande e variada, no sentido de que tínhamos ali vários ramos de atividades representados. De escolas a usinas de álcool, passando por várias empresas de desenvolvimento de sistemas com perfis bastante distintos. Esta heterogeneidade enriquece o evento, principalmente porque permite a exploração e o debate de muitas expectativas e perspectivas distintas. Os exemplos que vêem dos participantes, suas demandas e dificuldades, são parte central da matéria-prima que utilizo em meu trabalho. Tanto que não vejo mais como seria possível escrever um livro deste tipo com um processo diferente.

    Os Diagramas rabiscados sobrevivem
    Apesar de insistir que os dois módulos do programa são “levemente acoplados”, por diversas vezes encerrei um papo dizendo que aquilo era tema para o evento do dia 31. Ficou feio, mas do contrário eu correria o sério risco de estourar o horário. Na verdade o que está acontecendo, intencionalmente, é uma melhor amarração das duas disciplinas. Como aprendi em nosso grupo de discussão, mesmo os participantes mais envolvidos e antenados viviam “me jogando na cara” que a formatação do programa tinha um Q de cascata. Por mais que eu insistissse que as duas disciplinas ocorrem em paralelo em um projeto para desenvolvimento de sistemas, a sensação de “quedas em cascatas” persistia. Por isso amarrei um pouco mais as disciplinas. Tento indicar onde e como há o entrelace. Fico sempre devendo o outro lado da amarração, a parte dos Requisitos. Devendo para o evento seguinte. Não vejo como fazer de outra forma.

    Por falar em “cascatas”, confirmei um padrão que demanda atenção. Empresas de software que desenvolvem pacotes apresentam uma grande resistência a processos que preguem a adoção de um ciclo iterativo e incremental. Percebi isso em turmas fechadas que executei nas últimas semanas, no interior de São Paulo e em Santa Catarina. E a coisa ficou ainda mais “quente” neste evento. Os argumentos de quem defende a “cascata” neste tipo de organização são fortes, contundentes. Existem aqui duas variações principais: quem defende “cascatas” com unhas e dentes e quem pensa que iterações com 3 ou 5 meses de duração não configuram uma “cascata”. Com o segundo grupo tive tempo suficiente para descobrir que seu processo carece de revisão – foi em SC. O debate com esta turma de Sampa prosseguirá no próximo 31/jul. Espero entender e registrar melhor seus argumentos. Como a próxima oficina é bem mais prática, espaço para o debate não faltará. Claro, registrarei aqui meus achados (e perdidos).

    Sempre recebo uma compilação (anônima) das avaliações. O ponto que mereceu a imensa maioria das críticas ao evento foi uma inserção comercial de 15 minutos. O evento teve um patrocinador, que ganhou um tempinho para deixar sua mensagem. A turma não gostou. Mas acho que foi só um problema de comunicação. Minha parcela é grande. Existem eventos parecidos que custam o dobro deste. A turma precisa entender que a manutenção dos valores atuais dependerá de recursos assim, de patrocinadores. Eu aviso que não endosso nenhum dos produtos ou serviços apresentados pelo patrocinador. Mas também não os ‘detono’. (Só adoro detonar mesmo o Requisite Pro, hehe). Tempo Real, Borland e eu tentaremos tornar o “reclame” mais útil e interessante para os participantes. Uma breve demonstração de produtos / ferramentas é o caminho.

    Suzandeise Thomé, presidente do Capítulo São Paulo do IIBAPara encerrar, devo registrar a satisfação de ter contado com a presença da presidente do Capítulo São Paulo do IIBA (International Institute of Business Analysis), Suzandeise Thomé. O amigo Cláudio Kerber nos apresentou, e a convidei para os dois eventos. O Capítulo São Paulo foi fundado no dia 1º de abril deste ano. Sim, a Suzandeise brincou com a data. Além de nos informar que o trabalho ainda está em sua fase inicial, brigando com uma certa burocracia. Mas as perspectivas são boas. Em pvt ela me disse que o interesse é muito grande. Que várias empresas já os procuram para, principalmente, oferecer treinamentos para a formação de Analistas de Negócios. “Hot Commodity” é isso aí. Chute meu: os dois próximos anos serão quentíssimos!

    Momento “falha nossa”: 1 mês sem atualizações do finito é muita coisa. Aos amigos que gostam de meus artigos, registro aqui um sincero pedido de desculpas. Tenho em meu backlog quase uma dezena de temas que quero tratar aqui. Mas a correria das últimas semanas mal deixa tempo para uma necessária cervejinha. E os próximos 45 dias seguirão no mesmo ritmo – até pior. Mas tentarei não deixar este espaço tão abandonado. Não por um período tão longo.

  • Rendiconti :: O Projeto

    Vamos conversar agora sobre como o negócio Rendiconti será desenvolvido. Pode não ter ficado claro no post anterior, mas a iniciativa é composta por duas grandes partes: a fábrica-gráfica, de tijolo, cimento e tecnologia; e o site.

    A primeira já recebeu, há cerca de 2 meses, a maior parte do investimento necessário. Uma grande impressora laser já está em operação; o processo de produção já foi delineado; a pequena grande equipe já foi treinada. Esta parte foi antecipada exatamente para que a adequação à nova tecnologia aconteça bem antes da demanda que será gerada pelo site. Com um calculado efeito colateral bastante positivo: a gráfica (que, como eu já disse, pertence aos manos Cacá e Guz) ganhou outra fonte de receitas. Agora ela presta um tipo de serviço (popularmente conhecido como “gráfica rápida”) que é inviável quando se tem apenas impressoras ‘off-set’.

    Merece destaque o maior (e, de certa forma desejado) risco: se a demanda proveniente do site for muito grande teremos problema de escala – e o prometido prazo médio de 3 dias úteis para a entrega das obras pode ser comprometido. Como a aquisição de mais impressoras está, por enquanto, fora de cogitação, foram traçadas duas alternativas:

    1. Outras gráficas da cidade (Vga!) possuem tecnologia similar. Receberão a demanda excedente;
    2. Se a demanda for grande também para elas, de duas uma: ou é boa o suficiente para justificar mais investimentos (impressoras), ou forçará uma parceria com uma gráfica de maior porte (no interior de São Paulo).

    Só quando esta parte mais crítica e de certa forma mais cara foi resolvida é que teve início a 2ª parte do projeto: o site.

    Há uns 4 anos sou um satisfeito freguês da Locaweb. Não tinha nenhum motivo para buscar outro hospedeiro. Meu servidor contratado, claro, é Linux. E isso gerou o primeiro requisito não-funcional do projeto: a arquitetura tecnológica do site se baseará em PHP e MySQL. Esta opção já cria um necessário filtro de eventuais fornecedores. Vale dizer também que o PHP me deixou muito bem impressionado desde o dia em que converti o finito para o WordPress. PHP 5, Ajax, MySQL, talvez algumas ‘frescurinhas’ em Flash – estes são os principais componentes da arquitetura tecnológica do site.

    Também não tive nenhuma dificuldade para definir o arquiteto-desenvolvedor: Hailton Ferraz, de Lençóis Paulista e estudante da UNESP de Bauru. Ágil, enviou uma proposta objetiva e bastante clara. Profissional e rápido como poucas grandes e médias empresas sabem ser. Mas eu tinha outras motivações para ‘cravar’ este projeto no meio do interior e no meio acadêmico:

    • Como um Quixote bêbado espero dar uma contribuição, por menor que seja, para que o pessoal pare de “ir a São Paulo pra trabalhar”. O fluxo ganhou um “U-Turn” (tks! Stone, que passou no Intercine de ontem). Estamos no século XXI. Temos Internet. Temos banda larga (capenga mas temos). Ninguém precisa estar em Sampa para desenvolver projetos. Que nossas viagens para lá sejam só para passeio e encontros (profissionais ou não). Ou, no pior cenário, para breves estadias. E só!
    • O projeto do site é um excelente experimento. Por isso o 2º requisito não-funcional é fundamental: o projeto será 100% “open source”. Espero que ele seja estudado. Torço para que ele sirva como exemplo em diversas aulas. E vou utilizá-lo para trocar conhecimentos com a turma de Analistas e Desenvolvedores que convivem comigo no nosso grupo de discussão e no recém-nascido Fórum FAN.br. Imagine que exercício legal: estarei fazendo o papel do freguês! Vamos praticar: a modelagem do negócio e seus processos; o desenvolvimento e gerenciamento de requisitos; gerenciamento de projetos; um processo de desenvolvimento enxuto e ágil, iterativo e incremental; etc etc. Tudo de forma aberta: como eu já escrevi aqui, todos os artefatos gerados serão públicos – e liberados para uso.

    Ô FUQ! (Frequently Unasked Questions):

    • Bah! Então o projeto vai demorar pra caramba, não?
      Não! Há um negócio aqui, não se esqueça. Por mais que pareça uma brincadeira, o negócio é sério. Aliás, parecer uma “brincadeira” – no sentido de ser divertido – é uma qualidade que todo projeto de software deveria ter. Desde que seja uma diversão séria!
      Então o projeto tem um prazo sim: que flutua* entre setembro e outubro de 2008.
      * Flutua tanto quanto o custo: a forma de aquisição (que ainda tratarei naquela esquecida série “Trabalhando em Casa”) é formalmente conhecida como “Aquisição Progressiva”. Há um chute inicial (como em 100% dos projetos), mas valores e prazos serão ajustados na medida em que o projeto evoluir.
      * Tento provar assim que aquele “mantra” que diz que só o escopo pode flutuar é pura “forçação de barra”.
    • E qual é o escopo do projeto?
      Mostrei no post de ontem que ele tem duas partes principais: o cadastramento de obras e a venda delas. Pouca coisa além disso já foi debatida. Como ocorre em praticamente 100% dos projetos de software, é impossível ter uma visão de todo o escopo em seus momentos iniciais. Neste momento (que em alguns processos é conhecido como “Incepção”) buscamos uma visão que chamo de “2km de extensão e 2cm de profundidade”. É parte dos exercícios.
    • Tanto barulho para um projeto de um cara só?
      O Hailton é o contratado, arquiteto e principal responsável pela execução do projeto. Mas quem disse que é um projeto de um cara só? Claro que estou pessoalmente envolvido em sua execução, não apenas como o (chato) freguês. Mas já tivemos a colaboração de uma dezena de “voluntários”. Talvez tenhamos contribuições de dezenas, centenas de pessoas. Quem pode dizer? O projeto é aberto e livre. Se for um bom imã, atrairá esforços até de onde menos esperamos. É esperar e ver no que dá.
    • E como se gerencia um projeto assim?
      Honestamente? Não sei. É meu primeiro projeto de verdade que nasce “open source” – livre. Ferramentas para a estruturação e gerenciamento do conhecimento (requisitos!) adquirido serão necessárias. Mas essa parte até que é facilmente resolvida com os repositórios conhecidos. O maior problema estará no processo de gerenciamento. Taí uma bela oportunidade de aprendizado.
    • Qual processo de desenvolvimento será utilizado?
      Enxuto e ágil, Iterativo e Incremental. Talvez a gente crie um nome para ele, mas isso não importa. Surrupiaremos as boas idéias (e práticas) de propostas como OpenUP, FDD e até XP. Mas não seguiremos nenhum processo de forma cega, como algumas pessoas (ainda) acreditam que seja possível. Neste momento só há um princípio (ou requisito) escrito em pedra: o processo deve facilitar o aprendizado, em todos os sentidos. Só!
    • Os modelos, tanto do negócio quanto do projeto, são um tanto românticos, não?
      Como dizia uma bela psicóloga que um dia me deu um tratamento (informal), “não há altruísmo”. É claro que eu espero ganhar muito com o projeto, em todos os sentidos. Há a perspectiva de um belo retorno financeiro. Há a publicidade “orgânica” – tanto do negócio propriamente dito quanto do meu livro que, claro, representa a nova ponta-de-lança do meu “lucro” (daquele papo “Troco – Lucro – Truco”). E, obviamente, espero aprender muito – particularmente com o projeto. Ou seja, não sou assim tão “bonzinho e generoso”.
    • E se der tudo errado?
      Tudo é muita coisa. No pior cenário todos os envolvidos terão aprendido alguma coisa. O projeto é relativamente simples e “barato” (não estou apostando minha vida nele – meu negócio principal (meu lucro), o finito, seguirá com ou sem o Rendiconti). Mas, de certa forma, “aposto” meu nome aqui. Falhas no projeto ou no negócio, com certeza, gerarão uma péssima impressão. Mas… como dizia o saudoso e vitorioso Vicente Matheus: “quem sai na chuva é pra se queimar”.
  • Rendiconti :: O Negócio

    Artigo publicado originalmente no Graffiti. Talvez lhe interesse conhecer toda a (pré) história que o antecedeu. Então, segue o índice:

    Trato aqui de um novo negócio. Antes, porém, uma necessária explicação sobre o nome. Rendiconti é um termo italiano que significa “Prestação de Contas”. O utilizo com frequência neste espaço para prestar contas de todos os eventos abertos que realizo. A sacada do Guccia na escolha deste nome para sua revista é genial. Surrupio-a sem medo de ficar com a cara vermelha de vergonha.

    Aprendemos com os outros, com experiências de outras pessoas. Em aulas, livros, bate-papos presenciais ou virtuais – não importa. Todo aprendizado é um evento social, por solitário que seja. “Social”? É, eu quis dizer que tudo que aprendemos vem de outras pessoas.

    Quando invertemos este fluxo, tentando ensinar outras pessoas, de certa forma estamos fazendo uma “Prestação de Contas”. É uma retribuição – mas sempre seremos avaliados pelo que agregamos àquele conhecimento adquirido. Por isso o periódico do Círculo Matemático de Palermo se chamava Rendiconti. O conceito é genial. A provocação, impagável!

    Por isso não pensei duas vezes ao selecionar o nome desta nova empreitada. Aliás, depois de tantas idéias jogadas aqui, está aqui a primeira que pego para realizar. O título original daquele livro do Domenico de Masi, “Criatividade e Grupos Criativos“, é “La Fantasia e la Concretezza“. Sabe-se lá porque a Sextante, seguindo o (mau) exemplo das distribuidoras de filmes, não fez uma tradução literal do nome. Não importa. Para De Masi, o criativo não apenas fantasia. Ele também deve ser capaz de concretizar suas idéias. Antecipando a confissão de que não estou sendo nada criativo, topei o desafio.

    Para quem pulou o prólogo, explico que tudo começou porque vou publicar meu primeiro livro. Ia fazê-lo da forma tradicional (que tem mais de 500 anos!). Imprimiria uns 1000 exemplares e ficaria aguardando que generosas almas os levassem para casa (ou escritório). Modelo pra lá de ultrapassado: Muita grana parada. Considerando que incentivo a cópia e a distribuição de versões digitais do texto; considerando que as centenas de pessoas que participaram de meus eventos já garantiram (sem custos adicionais) sua cópia digital; e considerando que hoje em dia se lê muito pouco, qual demanda eu teria? Quanto tempo levaria para esvaziar aquela pilha de 1000 volumes?

    Mas a questão não é só essa, meramente comercial (ou financeira, como queiram. Aliás, já disse por aqui, não espero ganhar $ nenhum com a venda do livro). A principal questão é outra: trato o livro como se trata um software: ele é vivo – tem versões. A última versão pública é a 0.6. Em breve soltarei capítulos de uma versão que estou chamando de “release candidate”. A versão comercial será, obviamente, a ‘um ponto zero’. Mas morrerá ali? Duvido…

    Agora mesmo trabalho com 3 ferramentas (técnicas) novas, de modelagem, que espero incorporar ao trabalho. Outras surgirão, motivando a publicação das versões 1.1, 1.5, 2.0 e assim por diante. Com tal processo de desenvolvimento, a impressão de grandes volumes (a única que se justifica financeiramente em gráficas tradicionais) seria um tiro no pé. Motivações mais do que suficientes para a criação de um novo negócio. Nasce assim a Rendiconti!

    O Modelo do Negócio

    Como eu disse, não é nada original. Surrupia sem dó nem medo partes dos modelos da lulu.com e do SafariU, do grupo O’Reilly. Trata-se de uma gráfica e editora do século XXI: só gasta papel e tinta quando o cliente confirma a aquisição de um livro (ou artigo, apostila, revista, etc). Existem dois processos principais:

    1. O autor publica uma obra.
      Ele faz o upload de um arquivo com toda a obra. E tem a possibilidade de configurar diversos parâmetros como: preço, material, tipo de capa, opção de venda da versão digital, extensões da obra etc.
      Quando aprovada pelo editor, a obra passa a integrar o portfólio da loja Rendiconti. Aparecerá na ‘vitrine’, de acordo com sua classificação.
      Restrições: i) a Rendiconti trabalhará exclusivamente com livros técnicos das áreas de TI (Tecnologia da Informação) e Negócios; ii) a editora se reserva o direito de recusar obras que não atendam o padrão mínimo de qualidade esperado ou que fujam de seus temas principais (veja considerações abaixo).
    2. Um cliente adquire uma obra
      A loja Rendiconti opera como uma loja virtual comum. Há o inevitável “carrinho de compras” e coisa e tal. Claro, brigaremos para criar metáforas mais interessantes e originais. Mas não há muito o que inventar aqui.
      Ops, há sim! O cliente pode personalizar a obra adquirida: capa, tipo de papel, dedicatória, logo da empresa… sempre respeitando as restrições configuradas pelo autor.
      A “contribuição” do SafariU: o cliente pode montar um livro ou apostila inédito, selecionando capítulos das diversas obras disponíveis na loja. Poderá inclusive fazer o upload de algum material seu para ser incorporado. Invenção pequena é bobagem. Personalização tímida é enganação!
      Outra novidade, o processo: a obra só será impressa após a confirmação do pedido. Toda a operação estará baseada em Varginha, Minas. Mas o prazo médio de entrega dos pedidos girará em torno de 3 dias úteis – prazo equivalente ao das lojas tradicionais.

    Imaginem, então, as diversas possibilidades (cenários):

    • Um professor pode elaborar um material, mixá-lo ao conteúdo disponível na Rendiconti e gerar apostilas muito especiais para seus alunos;
    • Uma empresa pode elaborar um material de treinamento e terceirizar sua confecção (e até a revisão!). Desta forma, pode configurar para que sua obra não seja pública – ou seja, não aparecerá na vitrine da Rendiconti;
    • Claro, meu livro e seus 12 (?) capítulos estarão ali, exclusivamente ali na loja Rendiconti. Nas mais diversas versões: quer só a parte de modelagem de negócios, ou só o módulo de engenharia de requisitos? Tudo bem. Quer comprar apenas um capítulo? Só a versão digital? Só a apostila? Definitivamente: o cliente manda. E a gente tratará de entregar exatamente o que ele precisa.

    É óbvio, espero que vários autores vejam na Rendiconti uma oportunidade de prestar contas, de dar à luz as suas obras. Aliás, neste início de empreitada, é este o meu maior desafio: atrair autores. Claro, respeitarei tudo o que caracterizou a Rendiconti original. Não importa se você é professor ou estudante, doutor ou iniciante. Não importa se você está em Quixeramobim, na Mutuca ou na Lagoa dos Patos. E não importa se você é desenvolvedor, coordenador de projetos, administrador, consultor, professor, estagiário ou estudante. Saca a cauda longa? Então, há mercado para tudo – há espaço para todo mundo.

    Considerações semi-finais

    • “Não temes que lhe roubem o modelo de negócio?”
      Tsc… que papo mais anos 2000, pré-bolha. Conheces o dito “ladrão que rouba ladrão”? Então, não disse que surrupiei e remixei idéias de duas empresas estadunidenses? Então pq eu deveria reclamar se alguém buscar inspiração aqui?
    • Aliás, espero que busquem bem mais. Como mostrarei com mais detalhes no próximo post, este é um projeto 100% aberto. Todo o código e demais artefatos gerados (inclusive o modelo do negócio) serão disponibilizados com licenças Creative Commons e GPLv3.
    • Portanto, quem quiser copiar, poderá obter bem mais que uma simples idéia. Quer montar sua própria loja? Que tal uma especializada em livros “Boa Vida Boa” (culinária, viagens, esportes etc)? Que tal uma só com obras de cultura inútil? Que tal uma só para escritores renegados? Como eu disse (depois do Chris Anderson), há espaço e mercado para tudo. Já sugeriram até que eu escrevesse um livro só para contar essa história. Pode? Rss… até o próximo!
  • Rendiconti: Bauru, R/Open, Outra Gripe e outra viagem daquelas

    Pôxa, duas prestações de conta consecutivas… Sinal de muita estrada e pouco tempo para gerar conteúdo novo. Peço desculpas prometendo uma sequência de artigos inéditos. Mas este rendiconti tem um atrativo especial, que atende pelo nome de “R/Open”.

    Antes, porém, a viagem. É minha segunda ida a Bauru, mais especificamente para a UNESP. A primeira foi em novembro do ano passado. Um passeio maluco que resultou em quase 24 horas dentro de ônibus, de Vga para Bauru via Campinas. A experiência foi legal mas excessivamente cansativa. Desta vez eu encararia um vôo de ATR, CGH – Bauru/Arealva sem escalas. Diz o povo, mineiro não perde o trem (ônibus ou avião). Daí que o mineiro aqui só descobriu em cima de hora que perderia o vôo se não fosse para Sampa na madrugada de domingo. Imprevisto que resultou em horas e horas perambulando feito um zumbi em dois terminais, Tietê e Congonhas. Zumbi? Pois é: desde a última quinta convivo com a 2ª gripe do ano: gripe “Carlinhos Bala”. Não sei se ela pega só corinthianos, mas é devastadora! E não deixa dormir. Azar dos corinthianos que compartilharam ônibus e aviões comigo…

    Quando comecei a palestra, na noite de segunda, completava 37 horas sem dormir. Alertei a turma para um risco inédito: o palestrante poderia dormir! Azar deles, não aconteceu. E até que rolou sem grandes acidentes a primeira de duas palestras. Rolou até sorteio de uma caixa de quindins, o que ajuda a “prender” uma platéia. Invertendo a ordem natural de meus eventos, começamos com Engenharia de Requisitos. A mesma turma veria, no dia seguinte, uma palestra sobre Modelagem de Negócios. E um improviso que fecharia com chave de ouro a minha participação naquele evento que é totalmente organizado e tocado pela estudantada, a exemplo da Semana Acadêmica da UFLA.

    Antes da surpresa, porém, vou falar sobre a viagem de volta. Ainda zumbi (tipo aqueles coadjuvantes dos filmes do Corman sobre o tema), me enganei sobre o horário do vôo. Quando cheguei no distante aeroporto de Arealva, certo de mais de uma hora de espera, fui recepcionado por três assustados funcionários: “o senhor vai embarcar?”. Como assim? Meu vôo é o próximo. Quase gelei quando falaram que não tinha próximo… Deve ter gelado mais aquele prestativo atendente que invadiu a pista correndo e pedindo para o piloto esperar: “Tem mais um!”. Foi surreal, mas atrasaram a decolagem e abriram a porta do avião para o zumbi aqui poder embarcar. Agora só falta dizer que eu sou culpado pelo caos aéreo. Bom, para terminar a saga, corri feito louco de Congonhas para o Tietê (Portuguesa) e consegui pegar o último buzão. Lá pelas 2h30 da matina, no meio d’uma neblina igualmente “Corman” e d’um frio daqueles, desembarquei em Vga. Eu e outros 3 zumbis.

    Vou repetir o que escrevi depois da primeira ida para Bauru: queria descobrir uma forma de ‘importar’ aquele espírito empreendedor aqui para minha terrinha. Como na semana anterior estive com a estudantada de Lavras, as diferenças ficaram ainda mais nítidas. Não é demérito da turma de Lavras, não é isso. Mas é muito visível a diferença. Todos os participantes do evento de Bauru, do 3º e 4º anos, já trabalham. Na área! E muitos ainda têm fôlego para buscar projetos “por fora”, inclusive iniciativas de software livre. São mais dinâmicos e, de certa forma, mais “famintos” por novos conhecimentos e experiências. Precisa dizer que tal espírito se reflete na universidade e até na cidade? O interior de SP não é mais desenvolvido que o interior das Geraes por acaso, sorte ou força política. Triste (para os mineiros), mas este é outro assunto. Voltemos ao nosso.

    R/Open - ProcessosAquele improviso que rolou no evento de ontem é fruto de uma longa história. História de quase 1 ano. Um dos pontos principais de meu trabalho para a Formação de Analistas de Negócios é uma sugestão para a Estruturação de Requisitos. Dois participantes das primeiras edições do FAN, Jean Streleski de Bauru e Reinaldo Castro de São Carlos, gostaram da idéia e começaram a desenvolvê-la. Ontem fomos apresentados, platéia e eu, ao R/Open, uma versão “alpha” de uma aplicação que pega, remixa e estende minhas sugestões. Jean e Hailton, o desenvolvedor que transformou nossos requisitos na bonita ferramenta que aparece aí do lado, fizeram a apresentação. O R/Open (ou RequisiteOpen, nomes ‘temporários’?), foi todo desenvolvido com a dupla dinâmica PHP+MySQL. Usa Ajax e foi arquitetato, de nascença, para atender um nobre requisito: ter seu código aberto. Ou seja, a solução tem uma arquitetura robusta, que soube lidar muito bem com eventuais limitações do PHP. Nas palavras do Hailton, “é bem OO (Orientada a Objetos)”.

    A ferramenta respeita integralmente aquele meu rabisco. Ou seja, parte dos Objetivos e Processos de Negócio. E organiza o escopo como um conjunto de casos de uso. E, antenadíssima, sugere a adoção de um processo de desenvolvimento que seja iterativo e incremental. Para tal Jean se baseou no OpenUP para traçar o método de desenvolvimento. Me arrisco a dizer que nenhuma outra ferramenta para desenvolvimento e gerenciamento de requisitos tem um enfoque tão rico, natural e prático. Não sei se a platéia notou, mas fiquei boquiaberto com aquilo que eles chamaram de “versão alpha”.

    R/Open - EscopoClaro, ainda há muito por fazer. Jean e outros voluntários de Bauru devem aproveitar as férias de julho para fechar uma versão “beta”, a primeira que deve ser disponibilizada para o público. Espero apoiá-los nesta etapa, inclusive na documentação da aplicação. Mas vou elaborar também uma sugestão de ‘roadmap’, uma coletânea de provocações: a primeira forçará um reencontro com a turma de São Carlos: será que conseguimos acoplar uma ferramenta CASE desenvolvida lá ao R/Open? Outra: vale a pena aproximar o R/Open do Eclipse? Caramba, são tantas possibilidades que só espero não ‘bagunçar o meio de campo’. Estamos todos cientes de que, tão logo seja publicada como software livre, a ferramenta ganhará vida própria. Que seja longa e resulte em produtividade e qualidade para todos os seus usuários.

    Momento TKS!: Jean, Léo, Rafael, Hailton e toda aquela cambada que organizou e participou dos eventos merecem os parabéns. A UNESP e todos os seus professores (BSI e BCC) merecem os parabéns por abrir espaço e motivar uma turma tão especial.

    Para encerrar, repetirei uma provocação que fiz para todos que vivem atolados em intermináveis congestionamentos: prestem atenção na riqueza que brota longe das capitais. Valorizem quem está gerando talento de verdade. Mas, por favor, valorizar não é plantar “fábricas de software caça-níqueis” em locais onde o salário é mais baixo, ok? Pensem grande. Da mesma forma como a estudantada da UNESP pensa. Inté!

  • Rendiconti: no Sul das Geraes

    Sul das GeraesSexta (6/jun): Varginha (Vga) – Machado – Campestre.

    Sábado: Campestre – Poços de Caldas – São João da Boa Vista – Poços – Campestre.

    Domingo: Campestre – Vga.

    Segunda: Vga – Três Corações – Carmo da Cachoeira – Nepomuceno – Lavras.

    Terça: Lavras – Nepomuceno – Coqueiral – Santana da Vargem – Três Pontas – Vga.

    Pois é, finalmente consegui trabalhar um pouco em minha região, 2.5 anos depois de fixar residência por aqui. Grande satisfação. Infelizmente, acompanhada de uma imensa decepção. Sacou no mapinha a quantidade de “BR’s”? Pois é, tirando um pequeno trecho de Fernão Dias, o que vi foi uma buracada danada com alguns pedacinhos de estrada. O trecho entre Machado e Poços é uma grande vergonha, incompatível com a relevância daquelas cidades. Mas a questão não se limita às estradas. Fiquei muito triste ao ver as rodoviárias de Coqueiral e Santana. A gente só percebe assim, ao vivo, a distância que existe entre propagandas “oficiais” e nossa realidade. Quando se fala em concentração de renda pensamos apenas nas pessoas ricas e pobres. Ignoramos que tal distância também caracteriza nossas regiões, cidades e bairros. Saca aquela ponte nova inaugurada recentemente em Sampa? Pois é, por aquele valor (R$ 300M) dava para colocar asfalto e rodoviárias minimamente decentes em todo o Sul das Geraes. Tristes Minas. Há 5 décadas se contenta em ser um “inocente útil” no cenário nacional. Há meio século (ou seriam 5 séculos?) se engana e é enganada. Tristes Geraes… Presenteada com beleza e riqueza ímpares, merece administradores mais sérios e comprometidos.

    Mas o papo aqui deve ser outro. O evento de sábado foi fechado, então não cabe uma ‘prestação de contas’ pública. Já os dois eventos do início da semana, na UFLA (Universidade Federal de Lavras), merecem uma breve dissecada. Atendendo um convite do Prof. Antônio Maria, levei para a estudantada de Lavras as duas oficinas do FAN: Modelagem de Negócios e Engenharia de Requisitos. Fizeram parte da “Semana Acadêmica”, um evento organizado e tocado pelos alunos.

    Público certo, formato errado. Aquela cambada novinha não tem a menor paciência para eventos com 7hs de duração, né? Claro, com exceção de ‘raves’ e bagunças afins. Mas aturar uma oficina de 7 horas? Haja paciência. Não demorei para perceber o equívoco, reduzir a carga e tentar tornar o evento mais leve. Podem perguntar: você não pensou nisso antes? Sinceramente? Não. Minhas experiências anteriores foram com eventos mais curtos ou uma platéia um pouquinho mais velha. (Velha? rs..). Creio que a maioria da turma de Lavras não tinha de idade o que tenho de vida profissional. Belo desafio.

    Que, apesar dos pesares, rendeu bons frutos. Forcei o papo sobre profissões e mercado de trabalho, 3 vezes em dois dias. Mostrei o AN, mas também falei dos outros 6 perfis que formam aquilo que chamo de “dream team”. Me animei até a escrever uma pequena série sobre ele. Deve rolar em breve, no Graffiti.

    Encurtei mas não podei nada da “alma” das oficinas. Coloquei a estudantada para trabalhar, experimentando pela primeira vez um perfil diferente de exercícios para a Modelagem de Negócios. Foi o melhor conjunto dos 4 que experimentei até hoje. No dia seguinte, com alguns novos integrantes, rolou a oficina Engenharia de Requisitos e sua tradicional competição. O grupo Top Cine (da Giulia), pelo conjunto da obra (Especificação de Caso de Uso, Protótipo e Documento de Visão), merece o topo do pódio. Seu designer, Thiago, trabalhou para todos quando subiu no palco para ilustrar nossa sessão de brainstorming.

    O grupo Media Player, do Renan, chegou ao ponto de falar que aquela solução custaria R$ 9.600. Enquanto o MMMovie, da Stella, furou os olhos e pediu R$ 15k! Sei lá d’onde tiraram os valores… Peço apenas uma estimativa de horas, um exercício com pontos por caso de uso. Mas vale tudo, e a brincadeira fica mais divertida assim. Também merecem destaque os papos e a qualidade das perguntas. Parte daquela estudantada te desafia e não se contenta com pouco. Bela experiência. Que deve se repetir por causa de uma oportunidade inusitada: a UFLA deve servir de “laboratório” para novos eventos, uma “plataforma de lançamentos”! E ainda tem gente que estranha minha insistência com esses eventos 0800… ignoram o tanto que ganho. Semana que vem tem mais, na UNESP de Bauru.

    Momento “TKS!”: Prof Antônio Maria (pela oportunidade); Michel (pela recepção e preocupação); Fred (pelas caronas); e aquela patota toda pela participação.  Ah, faltou dizer que as instalações da UFLA são um show… em ritmo de expansão. Legal saber que o Sul das Geraes, apesar de tantos pesares, tem uma organização assim.

  • Boas Vindas ao IIBA

    São Paulo Chapter of the IIBAQuem deu a boa notícia foi o amigo Kerber, de Floripa. Taí: 18 meses após a ‘descoberta’ do International Institute of Business Analysis, temos o desembarque dele em terras tupiniquins. Outra comprovação de que a profissão-função Analista de Negócios ganha corpo e força. O Kerber, como voluntário, ajuda o capítulo de Sampa na criação e manutenção de seu site. Parabéns, meu caro, pela iniciativa.

    O Kerber lembrou, em uma mensagem para o nosso grupo AN.br, que tenho alguns ‘poréns’ em relação a este tipo de associação: “Eu conheço e compartilho das preocupações do Paulo em relação a órgãos como esse que tendem a encontrar um fim em si mesmo”. Ele sabe, não é só isso (tudo). Me incomoda, particularmente, o jeitão ‘panelinha’ desses institutos. Preciso dizer que meus ‘poréns’ nasceram após mínimos contatos com o PMI?

    Jóia é que, conhecendo os acertos e erros de PMI’s e afins, fica mais fácil desenvolver uma associação mais moderna, aberta e realmente útil. Claro, oferecerei meu apoio sempre que ele se fizer necessário. E torcerei muito pelo sucesso do Capítulo de Sampa e pela criação de outros capítulos por todo o Brasil. Os Analistas de Negócios têm muito a ganhar com o Instituto. E não falo da certificação, mas da difusão de conhecimentos e da função-profissão. Portanto, que a gente saiba receber a iniciativa com braços abertos.